Martinete I 21/06/2026 CARD

O maior evento anual da Mucha Lucha está aqui, MARTINETE! Um especial de duas partes, cujo o Card da primeira parte vocês conferem no "MAIS INFORMAÇÕES"!

Local:
Arena Ciudad de Mexico
Mexico City - Distrito Federal - México

Poster:

Theme-Song:
"Abismo Negro Theme-Song" by AAA

Card:

Lucha No Sancionada
Campeonato Latinoamericano
(c/Catrina) Mil Muertes (c) VS Samuray del Sol
*2° Defesa no 1° Reinado*
*Limite de 2 partes de comentário por Luchador*

Promo
Mr. Lucha

Lucha de Cuartetos
"Mundial" Mortis, Killshot, Havoc & Capitán II VS Bandido, MJ, Zumbi & El Capitán
*Limite de 2 partes de comentário por Luchador*

Lucha de Parejas
Campeonato de Parejas
Los Ingobernables (c) VS La Trinidad Sin Rostro
(El Desperado & Penta VS Sin Esperanza & Sin Alma)
*1° Defesa no 1° Reinado*
*Limite de 2 partes de comentário por Luchador ou 4 por Dupla*

-EVENTO PRINCIPAL-
Lucha de Apuestas - Mascara VS Mascara
La Sombra VS Sin Piedad
*Limite de 2 partes de comentário por Luchador*

PRAZO: SÁBADO (13/06/2026) 23h59 (horário de Brasília)

  Podem Promar antes do fim do prazo! Os comentários serão ocultados e só poderão ser vistos após o prazo, então seu adversário não ficará em vantagem caso você Prome antes! Você não corre o risco de perder o Prazo dos comentários e ainda me ajuda a poder já adiantar com o show!

Divirtam-se!

¡A LUCHAR!

16 Comments:

Zack disse...

**Tela preta. Um único batuque de tambor de guerra.**
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**A fogueira. A máscara. O Sol dourado. Os olhos do jaguar. Samuray del Sol está sentado. Há curativos no braço. Samuray apenas olha para o fogo.**
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Mil Muertes.
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Aquele ataque mostrou quem é digno de ser campeão.
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Quem é digno de carregar todo o sangue latino-americano derramado em um cinturão.
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E quem é apenas um oportunista, que não se arrisca pelo próprio ouro que carrega.
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**Samuray olha para as próprias mãos, para os curativos.**
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Você falou sobre máscaras. Disse que elas são confissões. Que escondem medo. Culpa. Fraqueza. Que um homem sem rosto é um homem sem responsabilidade.
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Deixa eu te contar o que essa máscara é.
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Essa máscara não esconde nada.
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Ela convoca.
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**Samuray toca a máscara devagar, com respeito.**
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Os guerreiros astecas não vestiam suas pinturas de guerra para se esconder do inimigo. Elas eram um chamado aos deuses. Um aviso ao universo de que aquele homem estava pronto. De que ele havia deixado para trás tudo que era frágil, tudo que era humano demais... e havia se tornado instrumento.
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Quando eu coloco essa máscara, o homem que existia antes dela desaparece.
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Não porque ele foi apagado.
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Mas porque ele foi oferecido.
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Sacrificado em prol de algo maior.
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Samuray del Sol não é um nome. É uma função. É uma obrigação cósmica que existe há séculos, esperando por um corpo que fosse digno de carregá-la.
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E o universo me escolheu.
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Esse Campeonato Latino-Americano não é um troféu.
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É uma obrigação.
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E você o carrega sem ter pagado o preço real por ele.
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Você defendeu esse título. Eu sei.
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Mas contra quem, Mil Muertes?
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Um Squash. Uma vitória rápida, limpa, sem resistência. Você entrou, destruiu, saiu. E achou que isso era suficiente para provar que o cinturão é seu.
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Isso não é defesa.
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Isso é treino com plateia.
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A sua máscara não convoca nada.
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Ela esconde.
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**Ele finalmente olha para frente como se tivesse olhando nos olhos de seu adversário.**
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Você fala de morte como quem leu sobre ela em um livro.
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**Samuray se levanta devagar.**
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Você diz que morrerá mil vezes. Que renascerá outras mil. Que a morte é sua filosofia, sua identidade, sua arma.
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Mas deixa eu te perguntar uma coisa.
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Se você já morreu mil vezes...
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Por que você ainda tem medo?
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**Samuray caminha lentamente em volta da fogueira.**
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Quem conhece a morte de verdade não precisa carregar esse nome. Não precisa anunciar. Não precisa atacar um homem pelas costas para provar que é perigoso.
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Quem conhece a morte de verdade...
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Chega em silêncio.
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Os astecas não temiam a morte. Eles a alimentavam. Cada guerreiro sabia que poderia não voltar de uma batalha. Sabia que o campo de guerra era o lugar mais próximo que um homem poderia estar dos deuses. E mesmo assim marchava. Não por coragem. Não por fúria.
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Mas porque entendiam que a morte não era o fim do ciclo.
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Era o coração dele.
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E se você realmente entendesse isso, Mil Muertes...
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Não precisaria do nome.
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Nanahuatzin, o deus mais humilde, o mais fraco, o mais desprezado, foi o único que teve coragem de se jogar na fogueira. Os outros recuaram. Hesitaram. Fingiram que estavam prontos e na hora da verdade, tremeram.
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Nanahuatzin não tremeu. Não por ser forte. Mas porque havia deixado de se importar com a própria sobrevivência.
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E por isso ele se tornou o Sol.
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Você sabe o que isso significa, Mil Muertes?
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Que o universo não escolhe os mais fortes.
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Escolhe os que estão dispostos a arder.
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E sinceramente, até agora você não ardeu o suficiente!

Samuray del Sol

Zack disse...

**Samuray para. Olha para as chamas por um longo momento.**
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Você não conhece morte, Mil Muertes.
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Você conhece trauma.
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E há uma diferença enorme entre os dois.
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O trauma paralisa. Grita. Precisa de um nome, de uma máscara, de uma filosofia inteira construída em volta de uma dor que nunca foi de fato resolvida. O trauma se alimenta de audiência. Precisa que alguém ouça, que alguém tema, que alguém valide o tamanho da ferida.
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A morte não precisa de nada disso.
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A morte simplesmente é.
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Silenciosa. Inevitável. Sem discurso.
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**Ele vira o rosto. O Sol brilha com o reflexo do fogo.**
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Você achou que a dor era suficiente para apagar um propósito.
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Que um corpo ferido abandona o que foi mandado fazer.
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Mas o que você realmente fez, Mil Muertes, foi me mostrar o quanto você é raso.
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Um homem que passou por um terremoto. Que perdeu a mãe. Que sobreviveu ao que não devia.
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Usou tudo isso para construir um altar em volta de si mesmo. Ridículo!
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Você transformou sua dor em identidade. Seu trauma em teologia. Sua fraqueza em nome. E depois saiu por aí pregando para os outros o valor da vida, como se o fato de ter sobrevivido te desse autoridade sobre a morte alheia.
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Mas isso não é propósito, Mil Muertes.
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Isso é vaidade vestida de luto.
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Um homem que foi verdadeiramente transformado pela morte não precisa anunciar que morreu. Não precisa de um ringue para provar que ressuscitou. Não precisa atacar os outros para lembrar a si mesmo que ainda está vivo.
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Você construiu uma religião com uma única divindade.
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Você mesmo.
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E toda religião construída em volta de um homem... eventualmente revela o homem.
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**Samuray olha fixamente para o fogo.**
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Nanahuatzin não sobreviveu à fogueira.
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Ele desapareceu dentro dela. Sem garantia de retorno. Sem saber se renasceria. Sem um nome para carregar do outro lado.
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Você sobreviveu ao terremoto, Mil Muertes.
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Isso não é sacrifício.
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Isso é sorte com uma boa história em volta!
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E foi por isso que eu apareci naquele ringue depois da sua luta.
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Não por raiva. Não por vaidade.
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Porque o universo não manda avisos em palavras.
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Manda em ações.
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**Samuray olha para os curativos, como se tivesse esquecido deles.**
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O Mr. Lucha me tirou daquela luta. Disse que eu não estava em condições de competir.
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Na sua visão mundana talvez eu não estivesse mesmo.
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Mas o universo não me perguntou se eu estava em condições quando me mandou aqui.
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Tonatiuh não esperou que o céu estivesse perfeito para nascer.
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Ele nasceu no meio do caos. No meio da escuridão. Ferido pela própria criação.
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E iluminou o mundo mesmo assim.
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**Samuray olha para o fogo.**
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Não haverá ninguém dessa vez para me impedir de realizar meu sacrifício.
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Será somente eu, Mil Muertes e a verdade.
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Sua filosofia é interessante, Mil Muertes.
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Mas filosofia não aquece o Sol.
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Só o sacrifício aquece.
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E naquele ringue o Campeonato Latino-Americano vai finalmente ter a significância que nunca teve em suas semanas de existência.
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Não o peso de um campeão que só soube atacar pelas costas.
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O peso de um sacrifício real.
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**Ele se vira completamente para frente.**
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Você queria me testar, Mil Muertes?
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Você queria saber o valor da minha vida?
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Naquele ringue você vai ter a sua resposta.
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E naquele momento você vai entender a diferença entre um homem mandado pelos deuses e um que apenas acredita conhecê-los.
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Eu não vou te derrotar, Mil Muertes.
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Eu vou te revelar.
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**Uma última pausa. O fogo estala.**
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O Quinto Sol não se apaga por mil mortes.
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Ele se apaga quando o sacrifício para.
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E eu...
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Ainda não terminei o meu.
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**A fogueira apaga.

Samuray del Sol**

Brownsky Cardona disse...

A câmera se abre para uma sala escura. Catrina está sentada em um sofá, uma taça de martini entre os dedos. Ao seu lado, Mil Muertes segura a máscara de El Hijo Del Santo. O símbolo de uma das maiores linhagens da luta livre mexicana agora repousa como um troféu nas mãos do Campeão Latinoamericano. Durante alguns segundos, Mil observa a máscara em silêncio. Então encara a câmera:

É curioso como os homens passam suas vidas tentando construir monumentos contra a inevitabilidade. Eles erguem impérios. Criam legados. Inventam símbolos. Escrevem histórias sobre si mesmos. Constroem máscaras, nomes e mitologias para convencer a si próprios de que existe algo capaz de sobreviver ao tempo. E então eu olho para isto...

Mil ergue lentamente a máscara de El Hijo Del Santo diante da câmera.

...E me lembro de como todas essas tentativas são pífias. Esta máscara carregava uma história. Carregava adoração. De pessoas acreditando que estavam olhando para algo eterno, algo que de fato poderia fazer a diferença, como já havia mencionado. Eles o clamavam como uma futura lenda. E de fato, seu nome poderia ter sido imortalizado. Eles falavam sobre sua linhagem como se ela estivesse acima dos homens comuns. E pela segunda vez... eu provei que não existe nada acima da morte. Pela segunda vez eu coloquei El Hijo Del Santo diante da única verdade que existe neste mundo. Pela segunda vez eu arranquei dele tudo aquilo que seus admiradores acreditavam torná-lo especial. Porque quando ele entrou naquele ringue para me enfrentar, ele não encontrou um adversário. Ele encontrou a última chance de provar que sua vida de fato tinha algum valor. E agora, o que restou dele, pertence a mim!

Desde o instante em que atravessei aquelas cortinas, esta empresa deixou de ser um lugar onde homens disputam campeonatos e passou a ser um cemitério aguardando novos ocupantes. Havoc, Sin Piedad, Samuray Del Sol... tolos que acreditavam estar entrando em uma luta para satisfazer suas ingênuas ambições. Acreditavam estar defendendo sonhos, buscando o ouro, a fama, a luxúria, mas tudo o que encontraram foram a própria queda. Eu nunca os enxerguei como adversários, tampouco os enxerguei como difíceis obstáculos. Tudo o que eu enxerguei, foram almas sendo colocadas à prova. Porque quando alguém entra no ringue com Mil Muertes, não está lutando por um título ou por uma vitória. Está defendendo o direito de continuar existindo.

E até agora, ninguém foi capaz de justificar o próprio valor. Havoc sucumbiu. Sin Piedad sucumbiu. E você, Samuray Del Sol... você foi ainda pior. Porque ao contrário dos outros, teve a oportunidade de encarar a verdade, e aceitá-la, e mesmo assim escolheu se esconder atrás de uma cega esperança. Você acreditou que velocidade poderia escapar do seu árduo destino. Acreditou que determinação poderia negociar com a morte. Acreditou que coragem poderia reverter seu trágico fim. E foi justamente nesse momento que sua alma passou a me pertencer. O campeonato que carrego, este que você tanto cobiça, não é a prova da minha superioridade, é a prova da falência de todos aqueles que tentaram contradizer minha convicção, inclusive você. Eu caminho por este mundo carregando uma única certeza: todo homem possui um preço, toda alma possui um limite e toda vida, por mais orgulhosa que seja, acaba se ajoelhando diante do inevitável. Até agora, ninguém conseguiu provar o contrário. E enquanto essa verdade continuar se repetindo diante dos meus olhos, eu continuarei fazendo aquilo para o qual fui escolhido: recolher os restos daqueles que descobriram tarde demais que sua existência valia muito menos do que imaginavam.

Catrina :
Os vivos possuem uma necessidade desesperadora de acreditar em heróis. Eles precisam disso. É uma fraqueza da espécie humana. Eles precisam acreditar que existe alguém capaz de enfrentar a escuridão e vencer. É por isso que continuam seguindo homens como Samuray Del Sol. Porque ele representa uma fantasia confortável. Uma mentira agradável. Ele é o homem que sorri para as câmeras...

Brownsky Cardona disse...

...O homem que promete superação. O homem que vende esperança para aqueles que têm medo de encarar a realidade. Mas existe algo que sempre me fascinou em homens como ele. Quanto mais eles falam sobre luz, mais aterrorizados eles estão da escuridão!

Mil Muertes:
Samuray Del Sol, você quis bradar a escuridão mais uma vez, e cá estou eu, para corrigir seus erros, e sabe quais foram eles? Não foi falta de coragem. Não foi falta de habilidade. Foi arrogância. A mesma arrogância que o acompanhou quando você entrou naquela luta pelo Campeonato Latinomericano. Porque enquanto os outros dois enxergavam uma oportunidade, você enxergava uma formalidade. Você olhou para aqueles três homens e concluiu que o ouro já era seu. Que bastava aparecer, derrotá-los facilmente, ouvir os aplausos da multidão e receber aquilo que acreditava merecer. Você entrou naquele combate convencido de que o universo lhe devia uma coroação. Convencido de que era o protagonista da história. Convencido de que aqueles homens existiam apenas para testemunhar o momento da sua consagração. Então eu apareci. E pela primeira vez em muito tempo você encontrou algo que não podia superar com carisma ou perseverança. Encontrou uma adversidade verdadeira. Encontrou uma força que não se importava com suas ambições, sua reputação ou suas expectativas. E naquele instante, quando seus planos foram esmagados diante dos seus próprios olhos, você foi obrigado a encarar uma árdua realidade que passou a vida inteira evitando: você não era especial. Você não era inevitável. Você não era o homem destinado a sair daquela noite com o campeonato. E o que aconteceu depois apenas tornou tudo ainda mais patético. Porque em vez de aceitar a lição, você se recusou a abandoná-la. Você perseguiu outro encontro comigo. Você perseguiu outra oportunidade de desafiar aquilo que o derrotou. Você correu atrás da morte como um homem obcecado, incapaz de aceitar a própria insignificância. Enquanto eu seguia adiante carregando um campeonato e mais uma alma para minha coleção, você continuava implorando por outro momento diante de mim.

E agora conseguiu aquilo que tanto desejava. Conseguiu sua segunda chance. Conseguiu outro encontro com a morte. Sem regras. Sem limitações. Sem autoridades para interromper o inevitável. Nenhuma cláusula para protegê-lo. Nenhuma consequência para conter minhas mãos. Nenhuma fronteira entre você e aquilo que o aguarda desde o momento em que nossos caminhos se cruzaram. A única questão que resta é, se desta vez você finalmente compreenderá a lição... ou se precisarei arrancá-la de você à força.

Mil ergue lentamente a máscara de El Hijo Del Santo.

Olhe para isto. Eu acreditei que aquele nome estava acima dos demais. Que sua linhagem estava protegida pelo peso de sua própria história. E mesmo assim, ela terminou aqui. Nas minhas mãos. Assim como termina tudo aquilo que os homens insistem em chamar de eterno. Foi isso que El Hijo Del Santo precisou aprender. E agora chegou a sua vez. Porque o que você vê diante de si não é apenas uma máscara. É a prova de que a morte não reconhece legados. Ela apenas chega e toma aquilo que deseja. Você continua tratando nosso próximo encontro como uma disputa por um campeonato. Continua falando sobre vingança, sobre redenção. Continua se agarrando à ilusão de que esta história gira em torno de você. Mas não gira. Nunca girou. Desde o primeiro momento, esta história pertenceu a mim. Você apenas demorou para perceber. O campeonato é irrelevante. Sua perseverança também. Porque quando estiver diante de mim naquele ringue, nada disso terá valor. A única coisa que importará será exatamente a mesma coisa que importou para todos os outros que ficaram no meu caminho: descobrir se sua alma vale mais do que eu acredito que vale.

Só que existe uma verdade que o próprio universo compreende e você não: não importa o quão intensamente o sol brilhe, ele sempre acaba desaparecendo. E quando sua luz se apagar, quando o céu for consumido pela noite, a única coisa que permanecerá será a escuridão.

Mil Muertes

José Fonseca disse...

M-M-M-MAYBACH MUSIC

Duas semanas. Dois recados enviados. E algo me diz que los hombres estão escuchando... Eu sei exatamente o jogo que você estão fazendo, e eu não gosto nem um pouco. Forçando o meu atleta a competir a favor do campeão de vocês... mas tudo bem, dois podem jogar esse jogo. Cedo ou tarde vocês irão perceber que enquanto estavam jogando damas eu estava jogando xadrez.

Deixe-me deixar uma coisa bem clara para o Mortis, para o Havoc e para o tal do Capitán II... Não olhem para o lado esperando um toque de mão. Não achem que somos amigos. Eu não faço alianças com quem eu não posso comprar, e nenhum de vocês tem o preço que o Biggest Boss está disposto a pagar. Vocês são apenas corpos flutuantes no meu fluxo de caixa, então fiquem fora do caminho da bala. Se vocês forem úteis para desgastar os alvos, ótimo, eficiência de mercado. Mas se tentarem roubar a cena do meu homem... Killshot pode ligar o fogo amigo mais rápido que vocês conseguiriam piscar. Para uma arma privatizada, qualquer um que não veste a minha marca é um alvo em potencial. Nós não somos um time. Isso é um consórcio temporário de interesses, eu não divido os lucros com ninguém. Não confundam conveniência geográfica com contrato assinado, Killshot tem uma só missão, e ele vai cumprir independente do que aconteça com os corpos ao lado dele.

Existe uma diferença fundamental de mentalidade entre eu e todos vocês. Quando vocês olham para essa luta, enxergam equipes, eu olho para ela e vejo ativos, passivos, investimentos e dívidas. Portanto, não confundam estar do mesmo lado do ringue com estar do mesmo lado da mesa. Porque enquanto vocês estão preocupados em vencer a luta, eu estou preocupado com algo muito maior, o mesmo motivo que me trouxe até a lucha libre desde o começo... Eu não vim para colecionar amigos, eu vim cobrar uma dívida. E o cartel já apresentou o banquete da vez...

MJ, eu nem vou falar sobre você novamente meu negro, já estou quase eu mesmo subindo no ringue e botando meu pé na sua bunda. Por favor se reduza a sua insignificância, vire a página e vá perder para outra pessoa. Você já é um obstáculo superado na história de Killshot. Você acha que Kevin Hart ainda mantém contato com o elenco de Soul Plane? Não? Então saia da porra do meu caminho!
Bandido, eu sei que você tem coisas a resolver com o campeão mundial, mas te colocaram oposto a um homem mais perigoso ainda. Uma coisa sobre a vida de 'Bandido' é que sempre vai ter um maior que você na cadeia alimentar. E quando o aviãozinho encontra o dono dos negócios, vira um peixinho em um oceano.
Zumbi e El Capitán... vocês são exatamente o tipo de ativo que o cartel usa quando fica sem opções melhores. Corpos de preenchimento com nomes dramáticos. Eu cresci em Liberty City, eu sei reconhecer um laranja quando vejo um, independente de qual idioma ele fala. Apenas tentem não resistir muito, ou o estrago pode acabar sendo pior.

Mas no final das contas, quando o gongo soar, não existe Time Mortis, e não existe Time Bandido. Porque tem apenas um homem naquele ringue trabalhando para mim, e Killshot não caça em grupo. Ele caça sozinho, em silêncio, no escuro, com paciência de atirador de elite que sabe que só precisa acertar uma bala- não importa em quem. O pagamento está atrasado. Os juros estão correndo. E o meu cobrador não aceita cheque.

Killshot, o cenário mudou, o ringue está mais cheio, mas a missão continua exatamente a mesma. Não divida os louros. Não divida a glória. Faça o seu trabalho, limpe a área e deixe que o Biggest Boss recolha o que é nosso por direito.

Ah, só mais um recado para o campeão mundial, sei que teoricamente estamos no mesmo time, mas ande com cuidado. Esse ouro reluz na escuridão, e o laser do Killshot é atraído por coisas brilhantes. HUH!

THE BIGGEST BOSS
Ricky Rozay, a.k.a. Rick Ross

José Fonseca disse...

21.06.2026 - ᴍᴇxɪᴄᴏ ᴄɪᴛʏ, ᴍᴇxɪᴄᴏ

ᴀʟᴠᴏs ɪᴅᴇɴᴛɪғɪᴄᴀᴅᴏs: ʙᴀɴᴅɪᴅᴏ | ᴍᴊ (ʀᴇ-ᴇɴɢᴀᴊᴀᴍᴇɴᴛᴏ x2) | ᴢᴜᴍʙɪ | ᴇʟ ᴄᴀᴘɪᴛáɴ
sᴛᴀᴛᴜs ᴅᴏs "ᴀʟɪᴀᴅᴏs": ᴍᴏʀᴛɪs | ʜᴀᴠᴏᴄ | ᴄᴀᴘɪᴛáɴ ɪɪ (sᴇᴍ ᴠíɴᴄᴜʟᴏ ᴛáᴛɪᴄᴏ)


*Aqui é Kilo-Sierra-Zero-Um. Transmissão de frequência fechada para o QG de Rick Ross. 'The Boss', o investimento está dando retorno rápido. MJ foi neutralizado pela segunda vez consecutiva, conforme o planejado. Mas a gerência local achou prudente inflar o contingente. Me colocaram em um pelotão. Um erro logístico grave dos nativos. Repito: não reconheço aliados no teatro de operações. Atualizando diretrizes para combate assimétrico de larga escala.*

ғɪᴄʜᴀ ᴅᴇ ᴍɪssãᴏ: ᴏᴘᴇʀᴀçãᴏ "ғᴏɢᴏ sᴇʟᴇᴛɪᴠᴏ"

> > ᴅᴇsɪɢɴᴀçãᴏ ᴅᴀ ᴍɪssãᴏ: ᴏᴄᴜᴘᴀçãᴏ ᴅᴏ ᴛᴇʀʀɪᴛóʀɪᴏ ᴇ ᴇʟɪᴍɪɴᴀçãᴏ ᴅᴇ ᴀᴍᴇᴀçᴀs
> > sᴛᴀᴛᴜs ᴅᴇ ᴘʀᴏɴᴛɪᴅãᴏ: ᴠᴇʀᴍᴇʟʜᴏ. ᴛᴏᴅᴏs ᴏs sɪsᴛᴇᴍᴀs ᴀʀᴍᴀᴅᴏs.
> > ʀᴇɢʀᴀs ᴅᴇ ᴇɴɢᴀᴊᴀᴍᴇɴᴛᴏ: ɴᴇɴʜᴜᴍᴀ ᴜɴɪᴅᴀᴅᴇ ᴄᴏɴsɪᴅᴇʀᴀᴅᴀ ᴀʟɪᴀᴅᴀ.
> > ᴏʙᴊᴇᴛɪᴠᴏ ᴘʀɪᴍáʀɪᴏ: ᴍᴀɴᴛᴇʀ ᴏ ᴄᴏɴᴛʀᴏʟᴇ ᴅᴏ ᴄᴀᴍᴘᴏ ᴅᴇ ʙᴀᴛᴀʟʜᴀ.
> > ᴏʙᴊᴇᴛɪᴠᴏ sᴇᴄᴜɴᴅáʀɪᴏ: ʀᴇᴄᴏʟʜᴇʀ ᴏs ᴄᴏʀᴘᴏs ᴀᴘós ᴏ ᴄᴏɴᴛᴀᴛᴏ.


*Aviso ao comando central: qualquer indivíduo que entre na minha linha de visão será tratado como potencial hostil, inclusive aqueles que acreditam estar lutando ao meu lado. Alerta de estilhaços, quem não estiver usando o colete de Rick Ross vai sangrar. Câmbio.*


A gerência desta empresa achou que, me colocando em um quarteto, misturando meu nome com os seus fantoches, eu passaria a me importar com as cores deles. No exército, eu aprendi que a missão mais perigosa não é a que te coloca em campo contra um inimigo — é a que te coloca no mesmo lado de homens que você não confia. A história militar está cheia de cadáveres que morreram com o tiro nas costas, disparado por alguém que usava a mesma farda. Por isso tenho ciência de que aliança temporária é apenas uma contagem regressiva para uma traição conveniente.

Aos homens que estarão ao meu lado: vocês não são meus aliados, são coordenadas que compartilham o mesmo mapa por conveniência tática. Ross me contratou pra executar um contrato, e esse contrato não tem cláusula de parceria. Quando o sino tocar, eu sou o único agente autorizado da minha cadeia de comando, qualquer outra interpretação é ingenuidade de recruta. Mortis, você carrega o ouro mundial, o que te torna o alvo mais valioso desta divisão, então não ache que estar no mesmo corner que eu te faz seguro; apenas me dá uma visão privilegiada do seu ponto cego. Aos demais, fiquem fora do meu caminho. Se vocês se atravessarem entre mim e o meu objetivo, o "fogo amigo" vai ser uma consequência estatística. Eu não divido glória, eu apenas executo contratos.

Do outro lado, o cartel reuniu o que sobrou da sua resistência. Uma força-tarefa desesperada para tentar conter o prejuízo que Ross está causando nos seus livros contábeis.
Mas quando os disparos começam, a história muda.
Bandidos vão imploram por misericórdia quando a infantaria pesada chegar. Zumbis vão sentir dor quando eu mirar em suas articulações. Capitães vão bater continência para mim no primeiro sinal de supressão.
E MJ... Eu já rasguei sua estratégia, eu já finalizei você no centro do ringue para o mundo todo ver que você é apenas um elo fraco nessa corrente de covardes.

Rick Ross continua cobrando dívidas e os cartéis continuam atrasando pagamentos, a diferença é que agora eles acreditam que podem esconder o prejuízo atrás de números, mas para um soldado veterano, a confusão é matemática pura. Quanto mais corpos no perímetro, menor a chance de eu errar o tiro. E enquanto sete homens tentam negociar alianças temporárias e calcular quem vai trair primeiro, o primeiro tiro já vai ter sido disparado.

Eu não vim para fazer amigos, e não me importo com o resultado dessa guerra de equipes. Quando a fumaça dissipar, haverá apenas uma certeza: as contas de Rick Ross serão pagas e Killshot será o último homem de pé.

*Extração em andamento. Alvos trancados. Câmbio, desligo.*

KILLSHØT

Matheus Pinoti disse...

(O vídeo abre em um ambiente sombrio e sufocante no que parece ser o porão de uma capela abandonada, iluminado apenas pelo brilho trêmulo de dezenas de velas derretidas espalhadas pelo chão de pedra. No centro, Penta está sentado de forma imponente sobre uma cadeira de madeira esculpida. O Campeonato de Parejas da Mucha Lucha descansa sobre o seu ombro esquerdo. Em suas mãos, ele segura um pedaço de madeira, que ele parte ao meio com um estalo seco e violento, imitando o som de um osso quebrando. Ele ergue o rosto, os olhos transbordando um ódio assassino por trás da máscara de caveira. Ele aponta a metade da madeira para a câmera.)

¡Escúchenme bien, perros de la Mucha Lucha!

O cheiro de sangue já está no ar. Vocês conseguem sentir? A poeira que subiu daquelas escadas de concreto na semana passada ainda não baixou. Sin Piedad... você cometeu o erro mais estúpido e imperdoável que um ser humano poderia cometer dentro desta indústria. Você jogou o nosso hermano La Sombra escada abaixo e achou que estava mandando um recado. Você olhou para o corpo dele no chão e, por um segundo patético, achou que a sua "Trindade" finalmente tinha ganhado o respeito que tanto implora. ¡Qué gran pendejada! Você não enfraqueceu Los Ingobernables. Você apenas escancarou as portas do inferno e garantiu que nós vamos arrastar todos vocês para dentro!

Hoje é o Martinete. O primeiro grande Pay-Per-View desta espelunca. O palco onde os heróis deveriam brilhar e os campeões deveriam ser forjados. Mas para Sin Esperanza e Sin Alma, hoje não é uma noite de glória. Hoje é a noite do abate! Vocês vem até nós pedindo por uma nova chance pelos Campeonatos de Parejas. Vocês vem rastejando, amparados na aposta suicida que o amiguinho de vocês fez no evento principal desta primeira noite. E por quê? Porque vocês são obcecados por um legado de mentira! Nós vimos o videozinho comovente de vocês na semana passada. Nós vimos a revelação. O lendário Sin Cara pegou a própria máscara, cortou em pedaços e entregou para três alunos fracassados porque vocês não tinham talento suficiente para construir os próprios nomes na Lucha Libre!

¡Me da asco! Vocês são uma farsa! Vocês se escondem atrás do nome de um veterano porque não têm identidade própria. Vocês não são "Sem Alma" ou "Sem Esperança" por escolha, vocês são assim porque nasceram vazios! Enquanto vocês ganhavam máscaras de presente do seu professor de araque, eu e El Desperado estávamos sangrando em rinhas clandestinas, quebrando dentes em Dojos no Japão e lutando em ginásios imundos para arrancar o nosso espaço no mundo à força! A nossa grandeza não foi herdada, cabrones. Ela foi roubada das mãos daqueles que tentaram nos oprimir! E nós jamais vamos permitir que três garotos mimados brincando de fantasmas tirem o ouro da nossa cintura.

Sin Esperanza. Sin Alma. Vocês acham que o que aconteceu nos últimos shows foi violento? Vocês acham que o Package Piledriver que encerrou a nossa primeira Lucha de Parejas foi o meu limite? ¡Están muy equivocados! O que eu fiz com vocês antes foi apenas negócios. Foi apenas para pegar os cinturões. Mas hoje? Hoje é pessoal. O que nós vamos fazer com vocês hoje no Martinete vai ser uma carnificina tão brutal que o Sin Cara vai ter vergonha de ter passado esse legado adiante!

(Continua...)

Matheus Pinoti disse...

Eu não quero apenas a vitória (Pinfall). Eu não quero apenas reter os meus cinturões com o Desperado. Eu quero a aniquilação física da La Trinidad Sin Rostro! Quando a gaiola do ringue se fechar para nós, não haverá regras que possam salvá-los. Não haverá árbitro que consiga me segurar. Eu vou agarrar você, Sin Alma, eu vou laçar o seu braço direito, vou travar as minhas botas nas suas costelas e vou puxar o seu membro para trás até que a junta do seu ombro estoure em rede nacional! Eu quero que o som dos seus ligamentos rasgando seja a trilha sonora da derrota de vocês! Eu quero que vocês voltem para os bastidores em macas, chorando de dor, para que Sin Piedad escute os gritos de vocês antes de entrar no ringue para perder a máscara para La Sombra! Esta noite eu darei um verdadeiro significado ao nome de vocês! "La Trinidad Sin Rostro" será uma verdade absoluta, pois após o que ocorrerá hoje, vocês serão apenas rostos vazios numa prateleira de lembranças vazias, faces que serão irreconhecíveis para qualquer fã de Mucha Lucha. Logo, sua existência será esquecida, e tudo o que sobrará será uma lista de vexames em sequência que nós fizemos vocês passar semana após semana!

A Mucha Lucha acha que este evento será lembrado pelas lutas épicas. ¡Mentira! Este evento será lembrado como a noite em que Los Ingobernables executaram a Trindade ao vivo e a cores. Não há deus que os proteja. Não há legado que os salve. A única realidade que existe dentro daquele ringue é a dor, a violência e a morte da esperança de vocês!

(Penta joga o pedaço de madeira violentamente contra a parede, agarra o cinturão de Parejas e avança o rosto até quase tocar a lente da câmera. Os olhos arregalados, a respiração ofegante, transbordando pura fúria.)

Vocês queriam a nossa atenção? Vocês conseguiram. Mas quando as luzes se apagarem e o sangue de vocês manchar a lona... lembrem-se da única lei que governa a Lucha Libre!

¡HAY CERO MIEDO!

Uno De Los Ingobernables e Uno De Los Campeones de Parejas, Penta.

ChrisKennedy disse...

Quando chegamos à MUCHA LUCHA, havia uma expectativa muito grande em torno da La Trinidad Sin Cara, talvez porque carregamos máscaras que representam algo maior do que nós mesmos, talvez porque logo de cara muitos enxergaram em Sin Alma, Sin Esperanza e Sin Piedad a continuidade de um legado que marcou gerações, ou talvez porque nós mesmos deixamos claro desde o primeiro momento que não estávamos aqui para participar, mas para conquistar. Independentemente do motivo, a realidade é que nosso início ficou muito abaixo daquilo que qualquer um esperava, inclusive nós mesmos, e eu não sou do tipo que foge dessa responsabilidade ou procura desculpas para justificar resultados ruins, se os resultados não vieram, é porque falhamos, simples assim.

O que muita gente não entende é que formar uma família não significa criar uma unidade da noite para o dia, três homens podem compartilhar objetivos, princípios e até a mesma visão de futuro, mas ainda assim precisar de tempo para agir como uma única entidade dentro do ringue, foi exatamente esse o problema que enfrentamos. Havia momentos em que cada um sabia exatamente o que precisava fazer individualmente, mas o conjunto ainda não funcionava da forma que deveria, faltava sincronia, faltava entendimento, faltava aquela conexão que transforma três lutadores em uma força impossível de ser parada. Cada derrota serviu para expor uma falha, cada falha serviu para nos mostrar onde precisávamos evoluir e cada evolução nos aproximou um pouco mais daquilo que a La Trinidad Sin Cara foi criada para ser, ao contrário do que alguns imaginam, os resultados negativos não enfraqueceram este grupo, eles eliminaram ilusões, removeram qualquer possibilidade de acomodação, nos obrigaram a olhar diretamente para os nossos erros e corrigi-los sem orgulho, sem desculpas e sem falsas justificativas.

Nosso objetivo nunca foi conquistar uma vitória isolada, nunca foi criar um momento passageiro para gerar manchetes, nem buscar aprovação ou reconhecimento, o objetivo sempre foi dominar os ringues da MUCHA LUCHA, fazer com que a presença da La Trinidad Sin Cara seja sentida em todos os lugares desta empresa e objetivos dessa magnitude não são construídos em uma única noite, nem destruídos por alguns resultados negativos. Então que continuem olhando para o nosso começo difícil, que continuem usando nossas derrotas como argumento, acreditando que já descobriram quem somos, enquanto isso, nós continuaremos evoluindo, porque a diferença entre um grupo comum e um grupo destinado à grandeza está na forma como ele reage quando as coisas dão errado, e nós escolhemos reagir ficando mais fortes.

Parece que o destino decidiu colocar Los Ingobernables em nosso caminho mais uma vez, alguns podem enxergar isso como uma repetição da história, mas eu enxergo como uma oportunidade, uma oportunidade de mostrar que existem derrotas que destroem homens e derrotas que os transformam, quando estivemos frente a frente pela última vez, El Desperado e Penta foram melhores, não existe vergonha em admitir isso. Eles encontraram uma dupla que ainda estava tentando se entender completamente dentro do ringue, uma dupla que possuía talento, determinação e ambição, mas que ainda não havia alcançado o nível de sintonia necessário para competir da forma que desejava, mas o que me chama atenção é como algumas pessoas parecem acreditar que o tempo ficou congelado desde aquele combate. Como se Sin Alma e Sin Esperanza fossem exatamente os mesmos homens que entraram naquele ringue meses atrás, como se a La Trinidad Sin Cara tivesse permanecido parada enquanto o resto evoluía, essa é uma forma muito perigosa de pensar, porque enquanto muitos estavam ocupados analisando nosso passado, nós estávamos reconstruindo nosso futuro.

ChrisKennedy disse...

Los Ingobernables merecem crédito pelo que fizeram, merecem respeito por terem nos derrotado quando tiveram a oportunidade, mas respeito não significa medo. Eles venceram um capítulo da história, não a história inteira e neste domingo, quando estivermos novamente frente a frente, descobrirão que o combate que enfrentaram anteriormente não servirá como parâmetro para o que está por vir, aproveitem estes últimos dias segurando esses títulos, observem bem cada detalhe deles, sintam o peso que carregam sobre seus ombros, porque quando o Martinete chegar, vocês não estarão diante da mesma dupla que derrotaram no passado, estarão diante de uma versão mais perigosa, mais determinada e mais entrosada do que jamais estivemos, e quando a luta terminar, a única coisa capaz de saciar a sede que carregamos será ouvir o anúncio de que Sin Alma e Sin Esperanza são os novos campeões de parejas da MUCHA LUCHA.

Muitas pessoas olham para o resultado da nossa última luta de trios e enxergam apenas mais uma derrota para a La Trinidad Sin Rosto. É o tipo de análise preguiçosa que eu já esperava ouvir, mas eu estive lá, eu pude sentir cada momento daquela luta e justamente por isso posso dizer com absoluta convicção que aquele combate serviu para confirmar algo que eu já suspeitava há muito tempo: Los Ingobernables não são superiores a nós. Individualmente, eu não vi Penta acima de mim, não vi El Desperado acima de Sin Esperanza e também não vi La Sombra acima de Sin Piedad. Pelo contrário, em diversos momentos ficou evidente que luchador por luchador nós éramos melhores, mais rápidos, mais agressivos e mais preparados para o combate, porém, existe uma diferença enorme entre possuir os melhores indivíduos e possuir a melhor equipe, e foi justamente nessa diferença que eles encontraram a vitória.

Existem derrotas que apenas machucam e existem derrotas que ensinam, essa derrota nos ensinou exatamente o que precisávamos aprender, ela provou que talento individual não basta, que superioridade técnica não garante vitórias e acima de tudo, ela mostrou onde precisávamos evoluir para finalmente alcançar o lugar que acreditamos merecer. Enquanto muitos enxergaram um fracasso, nós enxergamos um mapa, um guia mostrando exatamente o caminho que precisávamos seguir.

Desde então, trabalhamos de forma incansável, ajustamos detalhes, corrigimos erros, construímos uma conexão que talvez devesse existir desde o primeiro dia. Hoje, quando olho para Sin Esperanza, não vejo apenas um parceiro de equipe, vejo uma extensão da minha própria vontade dentro do ringue e tenho certeza de que ele enxerga o mesmo quando olha para mim, foi essa evolução que nasceu das derrotas. Por isso, anotem minhas palavras, o Martinete não será apenas mais um evento, será o renascimento da La Trinidad Sin Rosto, tudo o que vivemos até aqui, cada tropeço, cada crítica e cada resultado negativo serviu para nos preparar para este momento, ninguém nesta empresa está mais faminto do que nós. Eu e Sin Esperanza iniciaremos nosso caminho de redenção conquistando o Campeonato de Parejas e mostrando que somos melhores não apenas individualmente, mas também como dupla, e quando a noite chegar ao fim, Sin Piedad concluirá aquilo que começamos, ele arrancará a máscara de La Sombra e a transformará em um troféu, um símbolo, uma prova definitiva de que tudo o que dissemos não era arrogância, nem ilusão, nem promessas vazias, era apenas a descrição de um futuro inevitável, um futuro onde a La Trinidad Sin Rosto finalmente ocupa o lugar que sempre lhe pertenceu.

Integrante de La Trinidad Sin Rostro
Futuro Campeón de Parejas
Sin Alma

Miller disse...

Talvez não seja o melhor momento para estarmos falando certas coisas, mas será o momento em que serão ditas, eu entendo todos vocês que hoje olham pra nós da Trindad Sin Rostro de cara virada, entendo todos aqueles que acham que somos fracos para a posição, entendo aqueles que digam que poderiam ser outros na função de contender, entendo aqueles que digam que não merecemos nem mesmo as mascaras das quais carregamos com orgulho, porém vocês não sabem de toda a batalha por trás de cada um de nós. Sei que o começo da nossa stable foi péssimo no quesito resultados, nós gostaríamos de ter mostrado muito mais do nosso potencial, ter conseguido vitorias para que aumentasse nossa torcida vinda do público. Mas a verdade é simples, éramos fracos, estávamos fracos. Todo luchador sonha em um momento estar na maior empresa de Lucha Libre e para nós não era algo diferente, porem acabamos ficando deslumbrados pelo momento e esquecemos do principal, a gana para vencer as matchs, fazer de tudo o possível para a vitória vir.

Passamos por momentos internos de discordância, passamos por momentos de duvidas, se realmente estaríamos prontos para estarmos no Mucha Lucha, se o correto era estarmos como uma stable, se era melhor estarmos cada um por si tentando se provar, porem essas dúvidas já foram sanadas, eram duvidas bobas, causadas por momentos de insegurança e essa fase de derrotas trás essas instabilidades. Mas sim, estamos certos de que era o melhor momento para tudo estar acontecendo, era o melhor momento para estarmos juntos e era sim o melhor momento para refletirmos sobre tudo, treinarmos com afinco, batalharmos para aquilo que de fato queremos.

No fim das contas foi o que mostrou Los Ingobernables. Eles foram melhores do que todos nós, eles conseguiram fazer o que uma tag/stable precisa fazer, eles trabalharam com uma sincronia maior, trabalharam se ajudando, mas estão bem, bem longe de serem imbatíveis. Um time vencendo não enxerga o caminho para a melhora, porém nós que por mais triste que seja, acumulamos muitas derrotas, temos todo um caminho para percorrer e melhorarmos, sabemos nossos pontos de deficiência em ringue e são diversos, porem temos melhoras a demonstrar em ringue, melhoras a mostrar vindas de nós enquanto tag.

E essa noite no Martinete é o momento perfeito para que possamos mostrar a todos vocês quem de verdade somos nós. Sin Esperanza, Sin Alma, Sin Piedad. Mostraremos a todos vocês que duvidam de nós e todos os nossos amigos, familiares e principalmente ao nosso maior ídolo, que não estaremos aqui só pra ser números, sermos apenas saco de pancadas, nós estamos aqui para conseguir conquistar, doutrinar todos os que entrarem em nosso caminho. Boas lutas não estão no único objetivo da nossa stable, queremos títulos, conquistaremos títulos, Martinete será glorioso, Trindad Sin Rostro estará no topo ao fim da noite e Los Ingobernables completamente destronada.

Martinete será o ponto inicial de uma jornada de caos completo.

(Postando para o Sin Esperanza)

Your Death disse...

A chuva cai sobre um cemitério abandonado. Mortis caminha entre as lápides com o Campeonato Mundial Absoluto nos ombros até parar diante de uma sepultura sem nome. Ele encara a câmera.

"Martinete. Outra luta. Outros quatro nomes. Outro desperdício do meu tempo. Eu olho para essa Lucha de Quarteto e tento entender qual é o objetivo. Me convencer de que existe perigo? Me convencer de que existe desafio? Porque eu vejo quatro homens e apenas um deles merece ser tratado como algo além de mais um corpo esperando para cair.

El Capitán... você nunca venceu nada. Alguns homens entram para a história pelas vitórias. Outros pelas derrotas. Você não entrou por nenhum dos dois. Sua função nessa luta é apenas ocupar espaço enquanto homens de verdade resolvem seus assuntos.

Bandido... você é diferente. Você já foi alguém. Já foi esperança, já foi futuro, já foi um dos principais nomes desta empresa. Então você encontrou a escuridão. Duas vezes. E toda vez que seu caminho cruzou o meu, alguma coisa morreu dentro de você. Seu brilho morreu. Sua confiança morreu. Sua aura morreu. Hoje você continua falando como estrela, mas luta como fantasma. O mais cruel é que seu nome só continua sendo lembrado porque caiu diante do Ceifador de Almas. Você caiu da escada... hoje vai cair da esperança. Seu orgulho é o que vai destruir você. Você sempre volta. Sempre tenta reagir. Sempre corre atrás de mais uma oportunidade. E cada tentativa termina exatamente da mesma forma: você voltando para o cemitério que eu construí para sua carreira.

Depois temos MJ. O homem das piadas. O homem das danças. O homem que transforma derrota em entretenimento. Mas existe uma diferença entre nós. Quando você perde, as pessoas riem. Quando eu venço, as pessoas lembram. Você quer ser um espetáculo. Eu sou um pesadelo. Você passa mais tempo criando momentos do que criando resultados. E resultados são a única linguagem que eu respeito.

E então chegamos ao Zumbi. Finalmente um nome digno de atenção. O prodígio. O brasileiro que conquistou o México. O melhor homem do time adversário. Mas existe um problema, Zumbi. Você é o melhor deles. Eu não sou eles. Você é um prodígio. Eu sou inevitável. Você representa o futuro. Eu represento o fim. Existe uma diferença entre ser especial e ser incomparável. Você é especial. Eu sou incomparável.


Your Death disse...

É por isso que nenhum de vocês está no meu nível. Primeiro porque eu não perco. Minha invencibilidade não é uma sequência de vitórias. É um aviso para toda a empresa. É a prova de que todos os caminhos terminam exatamente onde eu estou. Segundo porque dois dos quatro homens dessa luta já descobriram o que acontece quando ficam sozinhos comigo. Bandido sabe. El Capitán sabe. Eles olharam nos meus olhos e falharam. Eles sentiram o peso da escuridão e falharam. Eles tentaram sobreviver e falharam. E terceiro porque enquanto vocês lutam para provar alguma coisa, eu já sou a prova. Eu sou o Campeão Mundial Absoluto. O topo já foi conquistado. O trono já foi ocupado. O destino já foi decidido.

Por isso essa luta não faz sentido para mim. E sabe o que faz ainda menos sentido? Bandido contra Mortis pela terceira vez. Quantas vezes um homem precisa tocar no fogo para entender que ele queima? Eu já destruí você de todas as formas possíveis. Já provei minha superioridade. Já enterrei suas desculpas. Já transformei suas promessas em fracassos. Mas você continua voltando. Porque no fundo você sabe que sua carreira possui apenas dois capítulos: antes de Mortis e depois de Mortis.

No Martinete eu vou atravessar quatro homens. Depois vou terminar um trabalho que deveria ter acabado há muito tempo. Porque alguns lutadores defendem títulos. Alguns defendem reputações. Eu defendo uma verdade. A verdade de que não existe ninguém nesta empresa capaz de caminhar onde eu caminho. Não existe ninguém capaz de carregar o peso que eu carrego. Não existe ninguém capaz de sobreviver à escuridão que eu me tornei.

El Capitán vai falhar. MJ vai falar. Zumbi vai lutar. Bandido vai acreditar. E eu vou vencer. Como sempre. Porque enquanto vocês ainda tentam alcançar o topo... eu já transformei o topo em meu território. E toda vez que alguém tenta tomá-lo de mim, acaba virando apenas mais um nome gravado em pedra.”

Mortis coloca a mão sobre a lápide e encara a câmera pela última vez.

“Vejo vocês no Martinete. Tragam flores.”

Mortis



JYWAR disse...

"A gravidade. Sabe o que se passa pela sua cabeça quando você está caindo em direção ao chão de concreto, Sin Piedad? Nada. Tudo fica em silêncio. Naquela noite... quando você me atirou daquela escada... você não estava tentando ganhar uma briga. Você estava tentando apagar a minha luz. Você tentou encerrar a minha vida."

(Ele se levanta lentamente, visivelmente sentindo dores, mas a fúria começa a encobrir a dor. Ele dá um passo em direção à câmera.)

"Mas eu vi, hermano. Quando meu corpo bateu no chão e tudo escureceu, a última coisa que eu vi foi você, lá no topo da escada. Você paralisou. Você olhou para as próprias mãos e para o que tinha feito. Aquele não foi o olhar de um monstro frio. Aquele foi o olhar de um covarde que percebeu que acordou um demônio que ele não pode controlar!"

(Sua voz começa a subir de tom, a raiva transbordando.)

"La Trinidad Sin Rostro acha que venceu. Vocês acham que, pela primeira vez, colocaram Los Ingobernables de joelhos. Mas você cometeu o pecado capital desse negócio, Sin Piedad... você não terminou o serviço. Você me deixou respirar. E cada ar que entra nos meus pulmões agora só serve para alimentar o ódio que vai destruir você."

(Ele aponta para a própria máscara, batendo no peito.)>/b>

A primeira Lucha de Apuestas da Mucha Lucha. Máscara contra Máscara. Você acha que esse tecido no meu rosto é apenas um adereço? Esta é a minha pele! Este é o sangue da minha família! Esta é a minha alma! Você tentou me matar nos bastidores porque, no fundo, você sabe que no meio do ringue, cara a cara, você não é homem o suficiente para me desmascarar!"

(Ele se aproxima tanto da lente que a câmera foca apenas em seus olhos furiosos.)

"Você carrega o nome de Sin Piedad. Mas você não faz ideia do que é a verdadeira crueldade. Eu não vou apenas te vencer. Eu vou te humilhar. Eu vou quebrar cada osso do seu corpo em retribuição ao que você me fez naquelas escadas. E enquanto você implora por misericórdia, eu vou arrancar a sua máscara, expor o seu rosto para o mundo inteiro ver e roubar a sua dignidade para sempre!"

"Você hesitou, e vai hesitar de novo. E isso vai te custar caro, carnal."

(Ele dá uma risada seca, curta e totalmente sem humor.)

"Porque a verdadeira diferença entre nós não é quem bate mais forte ou quem voa mais alto. A diferença é que quando você olhou para o abismo, o abismo olhou de volta para você... e você piscou. Você sentiu o peso do que significa tirar a carreira, a vida e o legado de um homem, e as suas pernas tremeram. Você viu o que precisava ser feito, viu a escuridão, e recuou."

(La Sombra aponta o dedo indicador diretamente para a lente da câmera, como se estivesse perfurando o peito de seu rival.)

"Eu não recuo. Eu nasci na sombra. Eu sou a própria escuridão que te apavorou no alto daquela escada. E quando nós estivermos trancados no meio daquele ringue da Mucha Lucha, sem ninguém da La Trinidad Sin Rostro para segurar a sua mão e te dizer o que fazer, esse mesmo medo vai te paralisar de novo. E naquele exato milésimo de segundo em que você duvidar de si mesmo... boom."

"É quando eu vou te quebrar. É quando eu vou cobrar a dívida daquela queda com juros. Não espere uma vitória rápida, Sin Piedad. Eu quero que você sinta cada golpe, cada costela estalando, cada gota do seu sangue manchando a lona sagrada. Eu vou te arrastar pelo inferno, pedaço por pedaço, até que o seu corpo ceda antes mesmo do seu espírito. E vou levar sua máscara junto comigo pro inferno, cabrón."

‘’Não me entenda mal, Sin Piedad... eu odeio a tradição. Lucha de Apuesta."

JYWAR disse...

(Ele leva a mão ao próprio rosto, traçando lentamente as linhas da sua máscara com a ponta dos dedos.)

"Eu cuspo na velha guarda da Lucha Libre. Eu dou risada desses velhos deuses e desses falsos ídolos que rezam para os tecidos que cobrem seus rostos como se fossem relíquias sagradas. Eu não sou um produto da história. Los Ingobernables nasceram justamente para queimar essas regras estúpidas. Mas..."

(A voz dele se torna mais gutural, cortante, carregada de uma convicção absoluta e perigosa.)

"Perder esta máscara para você em uma Lucha de Apuestas... isso não tem nada a ver com desonrar o passado. Tem a ver com o agora. Tem a ver com poder. Se o árbitro levantar o seu braço e eu for obrigado a desamarrar isso do meu pescoço, não significa apenas que a lenda acabou. Significa que você me dominou. Significa que eu fui subjugado à vontade de outro homem. Significa... que eu perdi o controle."

"E um Ingobernable nunca perde o controle. Nós não nos curvamos a ninguém. Nós somos o próprio caos, e ainda assim, nós somos os únicos que ditam como o jogo é jogado! Eu não vou permitir que um covarde trêmulo, que arregala os olhos diante do próprio crime, tire o meu domínio sobre o meu próprio destino. Eu não defendo esta máscara por amor à arte, Sin Piedad. Eu a defendo porque ela dita que eu sou intocável. Você acha que estamos lutando apenas por um pedaço de pano? Eu estou lutando pela minha soberania. E para mantê-la, eu sou capaz de cruzar limites que a sua mente patética nem sequer consegue conceber."


"Nas últimas semanas, enquanto eu sentia o gosto do meu próprio sangue e contava as fraturas no meu corpo, eu tive muito tempo para encarar os meus demônios. Eu tive que olhar para o espelho e admitir a verdade. Eu não tenho sido o que eu preciso ser para os Ingobernables. Tenho deixado a desejar, eu confesso. Eu fiquei complacente. Eu me acostumei tanto com o topo da montanha, tanto em ser a atração principal, que deixei a arrogância cegar o meu instinto de sobrevivência. Eu amoleci. Eu deixei de ser o predador faminto e passei a agir como um rei gordo no trono. Foi por isso que você conseguiu me pegar, Sin Piedad. Foi por isso que você conseguiu me arrastar e me jogar daquelas escadas. Não porque você é melhor. Mas porque eu estava dormindo no volante do meu próprio legado."

(Um sorriso sombrio, quase de gratidão doentia, se desenha em seu rosto.)

"Mas você me acordou. O impacto do meu corpo naquele concreto frio quebrou as minhas costelas, mas também quebrou a minha apatia. Essa dor que eu sinto a cada respiração é um lembrete. Ela me lembrou da brutalidade pura e crua que fundou esta facção. Ela me lembrou do porquê de eu ser o coração negro da Mucha Lucha!"

(Ele dá um passo à frente, engolindo a câmera com a sua presença. Sua voz sobe de tom, vibrando com uma fúria renovada e incontrolável.)

"O La Sombra que estava andando por esses corredores semanas atrás talvez perdesse essa máscara para você. Mas aquele homem morreu no pé daquela escada! O homem que vai pisar naquele ringue na nossa Lucha de Apuestas é um animal encurralado que você mesmo libertou da jaula!"

Eu recuperei a minha fome! E eu vou saciá-la com a sua carreira, carnal! Você queria entrar para a história arrancando a minha identidade diante do mundo, mas você apenas assinou a sua própria sentença de morte! Você tentou me destruir fisicamente. No Martinete... eu vou obliterar a sua alma. Eu vou quebrar o seu corpo, arrancar a sua máscara e entregar aos Ingobernables a glória banhada no seu sangue!"


~ El Sentinela del Espacio
~ La Sombra

Miller disse...

Fim do Prazo!

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