O maior evento do verão mexicano está aqui, VERANO DE ESCÁNDALO! Um quente especial de duas partes, cujo o Card da primeira parte vocês conferem no "MAIS INFORMAÇÕES"!
Local:
Theme-Song:
"Alcohol" by Resorte
Card:
Lucha de Parejas
Capitán Mucha Lucha II & Son of Havoc VS El Capitán & Zero Kelvin
*Limite de 2 partes de comentário por Luchador ou 4 por Dupla*
Lucha Individual
(c/Juanzito Lucha Libre) Juan Lucha Libre VS Gronda (c/Evil Uno)
*Limite de 2 partes de comentário por Luchador*
Lucha de Parejas
#1 Retadores a los Campeonatos de Parejas
Zumbi & Zapata VS MJ & Mr. Iguana (c/Marcia)
*Limite de 2 partes de comentário por Luchador*
Lucha de Cuartetos
"Mundial" Mortis, Angel & La Dualidad VS "Parejas" Los Ingobernables
*Limite de 2 partes de comentário por Luchador ou 8 partes por Cuartetos*
-EVENTO PRINCIPAL-
Lucha de Ataúd
Campeonato Latinoamericano
Samuray del Sol (c) VS Mil Muertes (c/Catrina)
*1° Defesa no 1° Reinado*
*Limite de 2 partes de comentário por Luchador*
(Lucha de Ataúd = Casket Match / Grave Consequences)
PRAZO: SÁBADO (08/08/2026) 23h59 (horário de Brasília)
Podem Promar antes do fim do prazo! Os comentários serão ocultados e só poderão ser vistos após o prazo, então seu adversário não ficará em vantagem caso você Prome antes! Você não corre o risco de perder o Prazo dos comentários e ainda me ajuda a poder já adiantar com o show!
Divirtam-se!
¡A LUCHAR!










23 Comments:
Rapaz... olha só onde o Zumbi foi parar. Eu saí do Brasil, cheguei no México, meti o pé na porta, ganhei minha primeira luta, venci um combate por máscara e agora os bonitões da Mucha Lucha decidiram que eu vou disputar uma vaga pelo Campeonato de Parejas. E ainda tiveram a brilhante ideia de colocar o Zapata do meu lado. Olha, Zapata, não leva pro coração não, parceiro, mas eu vou ser bem sincero: você deu sorte. Sorte porque, nessa luta, você vai ter o privilégio de dividir o ringue com o melhor brasileiro que já pisou no México. Eu não preciso que você carregue o time, eu não preciso que você faça milagre e muito menos preciso que você tente ser o herói da história. Só fica esperto, acompanha meu ritmo e tenta não atrapalhar, porque eu vou fazer o trabalho pesado.
Do outro lado tem MJ e Mr. Iguana. MJ... irmão, eu não sei se você é lutador ou se entrou aqui achando que era teste pra videoclipe. Tu tem cara de quem passa mais tempo escolhendo pose pra foto do que treinando golpe. E o Mr. Iguana? Ah, não... aí já virou sacanagem. Os caras realmente colocaram uma iguana pra disputar uma oportunidade de título? Eu vim do Brasil até aqui pra lutar contra réptil agora? Tá bom, Mucha Lucha, eu aceito. Só não reclama depois quando o IBAMA aparecer perguntando o que aconteceu com o bicho.
E ainda tem a Marcia ali do lado... Marcia, pode ficar tranquila, viu? Você vai assistir de camarote o exato momento em que o sonho deles de disputar o título vai virar pesadelo. Porque isso aqui não é zoológico, não é desfile e não é concurso de quem tem o nome mais engraçadinho. Isso aqui é luta. E quando a luta começa, eu não quero saber se você é humano, iguana, cantor, dançarino ou astronauta. Eu vou passar por cima. MJ, Mr. Iguana, vocês podem até entrar no ringue achando que têm uma chance. Podem até combinar estratégia, fazer pose, bater palma, conversar com a Marcia e inventar qualquer historinha que vocês quiserem. Mas no final vai acontecer o que sempre acontece quando alguém fica no caminho do Zumbi: vocês vão cair.
Porque eu não atravessei o Brasil, não atravessei a América Latina e não cheguei até aqui pra ficar disputando segundo lugar. Eu quero os campeonatos. Eu quero os cinturões. Eu quero colocar ouro na cintura e mostrar pra esse país inteiro que o brasileiro chegou pra mandar. E o Zapata vai sair dessa luta como meu parceiro. Mas eu vou sair como o verdadeiro motivo da vitória.
Então pode vir, MJ. Pode vir, Mr. Iguana. Pode trazer a Marcia, pode trazer a floresta inteira se quiser. Porque quando o gongo tocar, vai começar a caça. E adivinha quem é o predador? O Zumbi. El Grande Brasileiro. E depois dessa luta, os próximos campeões de Parejas vão ter um probleminha: eles ainda não sabem, mas o Zumbi já está vindo buscar o que é dele.
Zumbi!!!
O mal. O mal existe desde o começo do mundo. E desde o comeco da sua vida, você é ensinado a lutar contra o mal. O bem é a luz. O mal, a escuridão. Somos ensinados a caminhar diante da luz. Nos vivemos o dia, nos dormimos a noite. Perante a luz, vivemos. Perante a noite, dormimos. Seguimos ensinamentos antigos. Nós não questionamos. Apenas seguimos. Afinal, aqueles que te criaram já fizeram isso antes de você. Você só tem que seguir a cartilha. A engrenagem não para. Mas… Mas eu tenho uma pergunta…
O que acontece quando… Você decide abraçar-se ao mal?
O que acontece quando você decide negar aquilo que te foi ensinado? O que acontece quando você não se adequa a aquilo que foi posto e decide mudar? Bem, eu te digo o que acontece, meus amigos. Você é negado por todos que um dia você chamou de familia. Você é rejeitado pela sociedade. Você fica… Sozinho.
E na escuridão, você agora tem seu refugio. Somente no escuro, você está seguro. Eles não podem negar aquilo que não podem ver. Eles não tem poder sobre aquilo que habita as trevas. Eu entendi isso muito cedo. Eu entendi que nesse mundo, você mata ou morre. Nesse mundo, eu sempre fui apenas um. Eu sempre fui sozinho. Por acreditar no que eu acredito, eu me isolei. Eu me escondi da sociedade. Apenas esperando pelo momento certo. Esperando pelo momento em que… Ele viesse. Sim, Ele. Somente Ele me entende. Somente Ele pode fazer com que todos me escutem. Somente Ele fez o que eu não pude fazer em toda a minha vida… Fazer eles sentirem a dor que eu senti a minha vida inteira.
Ele é a dor. Ele é a cura. Ele é Gronda e Ele está chegando para acabar com tudo que você conhece.
EVIL UNO
**Tela preta. Silêncio absoluto. Nenhum batuque.**
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**A fogueira. Mas diferente. As chamas estão baixas. Quase apagadas. Samuray del Sol está sentado, imóvel. O cinturão não está ao seu lado. Ele olha para o fogo por um longo tempo antes de falar.**
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O mundo já acabou quatro vezes.
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Quatro Sóis nasceram, brilharam, e foram apagados. Não por fraqueza. Não por covardia. Mas porque o ciclo exigia. Porque antes de um novo Sol nascer, o anterior precisa se apagar completamente. Precisa desaparecer de um jeito que pareça permanente. De um jeito que faça o mundo acreditar que a luz não volta mais.
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Eu sabia disso.
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Não aqui. Não com a cabeça.
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Mas aqui dentro.
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**Samuray coloca a mão no peito. Devagar.**
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Quando Mil Muertes me colocou dentro daquele caixão, ele achou que estava me enterrando.
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Ele não entendeu o que estava fazendo.
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Ninguém entendeu.
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Porque o caixão não foi uma derrota.
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Foi uma câmara.
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**Uma pausa longa.**
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Os astecas conheciam a escuridão. Não como ausência de luz. Como parte do ciclo.
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Cada noite que o Sol desaparecia no horizonte, havia quem duvidasse que ele voltaria. Havia quem olhasse para o céu vazio e acreditasse que dessa vez era o fim. Que a escuridão havia vencido.
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Mas o Sol sempre nascia.
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Não porque a escuridão era fraca.
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Mas porque a noite não é a derrota do Sol. É o preço que ele paga para nascer de novo. É o momento em que o ciclo se prepara para o que vem a seguir.
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Você me colocou na escuridão, Mil Muertes.
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E o Sol está prestes a nascer.
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Dentro daquele caixão não havia fim.
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Havia silêncio.
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E no silêncio, ouvi o que o barulho do ringue nunca me deixou ouvir com clareza. Ouvi o ciclo. Ouvi o peso do que fui mandado fazer. Ouvi tudo que ainda não estava terminado.
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**Samuray olha para as chamas baixas.**
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Mil Muertes pegou o cinturão.
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Achou que podia carregar uma obrigação cósmica como se fosse um troféu. Achou que bastava pegar o objeto para ter o peso que ele representa. Que o título muda de dono como muda de mãos.
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Mas esse cinturão não é couro e metal, Mil Muertes.
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É o sangue de cada povo que foi apagado. É a voz de cada cultura que foi silenciada. É a memória de cada nome que tentaram destruir e não conseguiram.
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Você não pode carregar isso.
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Não porque é fraco.
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Mas porque não foi mandado.
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E o universo não transfere obrigações. Elas pertencem a quem foi escolhido.
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Você segurou o cinturão por algumas semanas, Mil Muertes.
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O Sol ficou ausente por algumas noites.
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Mas a escuridão nunca é permanente.
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Nunca foi.
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Nunca vai ser.
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**Samuray se levanta devagar. As chamas crescem levemente com o movimento.**
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Você achou que a escuridão era o fim.
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Era apenas o intervalo.
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**As chamas diminuem. Quase nada. Samuray permanece de pé na escuridão.**
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Samuray del Sol
Campeón Latinoamericano
**Então, devagar, o fogo começa a crescer. Um batuque. Depois outro. Depois um terceiro. Samuray del Sol está de pé. O Campeonato Latino-Americano está em suas mãos.**
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O Sol sempre nasce.
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**Samuray olha para o cinturão. Depois para frente.**
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Não porque é bonito. Não porque é justo. Não porque os homens decidiram que assim seria.
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O Sol nasce porque o ciclo exige.
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Porque Tonatiuh continua sua jornada pelo céu independente do que aconteça aqui embaixo. Independente de quem tente apagá-lo. Independente de quantos caixões sejam fechados, de quantos títulos sejam roubados, de quantas vezes a escuridão pareça permanente.
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O Sol nasce.
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Sempre.
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**Samuray caminha lentamente em volta da fogueira.**
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Mil Muertes passou semanas enterrando pessoas. Construindo um ritual. Convencendo a si mesmo de que o caixão era sua arma, seu símbolo, sua prova de poder.
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Mas o caixão não pertence a ele.
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Nunca pertenceu.
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O caixão é apenas madeira e pregos. E a única coisa que ele prova é que quem está dentro... um dia vai sair.
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Eu já provei isso.
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**Ele para. Olha para as chamas.**
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Mil Muertes fala de morte como quem a domina. Como se entender o fim das coisas fosse o mesmo que ter poder sobre elas. Como se dar um nome à morte, construir uma filosofia em volta dela, usá-la como identidade... fosse o mesmo que compreendê-la de verdade.
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Mas dominar a morte é uma ilusão.
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Nenhum homem a domina. Nenhum guerreiro. Nenhum deus menor.
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Os próprios deuses astecas não dominaram a morte quando criaram o Quinto Sol. Eles se submeteram a ela. Nanahuatzin não saltou na fogueira porque era mais forte que o fogo. Saltou porque entendeu que não havia outro caminho. Que o ciclo exigia aquilo dele e que recusar seria trair algo maior que ele mesmo.
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Isso não é domínio.
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Isso é entrega.
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E há uma diferença enorme entre os dois.
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Quem domina precisa provar. Precisa de rituais, de símbolos, de corpos dentro de caixões para lembrar a si mesmo que tem poder.
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Quem se entrega não precisa provar nada.
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O Sol não precisa convencer ninguém para brilhar.
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E eu ainda estou aqui.
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**Samuray olha para as chamas.**
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A Lucha de Ataúd no Verano del Escándalo não é uma revanche. Não é uma questão de orgulho. Não é sobre o cinturão.
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É sobre o caixão.
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Mil Muertes passou semanas usando o caixão como símbolo de poder. Enterrou Suicídio. Me enterrou. E quando eu voltei, quando o ciclo me trouxe de volta, Catrina se colocou na frente dele. O protegeu. O deixou fugir.
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Mas no Verano del Escándalo não haverá para onde fugir.
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O caixão não escolhe quem o usa.
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Ele apenas espera.
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E dessa vez ele vai esperar por você, Mil Muertes. Não como arma. Não como símbolo.
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Como destino.
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**Samuray levanta o cinturão lentamente, à altura dos olhos.**
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Dentro daquele caixão o ciclo me refez.
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Naquele ringue o ciclo vai te desfazer.
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**Uma última pausa.**
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O Sol sempre nasce, Mil Muertes.
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E quando nasce...
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Tudo que a escuridão escondia fica exposto.
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**A fogueira apaga. Tela preta.**
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Samuray del Sol
Campeón Latinoamericano
Lucha de Parejas
#1 Retadores a los Campeonatos de Parejas
Zumbi & Zapata VS MJ & Mr. Iguana (c/Marcia)
Zumbi e Zapata estão sentados em cadeiras de bar amarelas da SKOL. Zapata está vendo o poster promocional, Zumbi começa a falar para a câmera, no meio da fala Zapata vira o poster para câmera e começa a apontar para cada um dos personagens que Zumbi menciona.
ZUMBI: QUEM É ESSE MJ? UMA BICHA MASCARADA FETICHIZADA DE MICHAEL JACKSON? rusbé! A MAIOR INVENÇÃO DE WALL STREET? VEJAM O PEQUENO PRÍNCIPE, VIVA À QUINCY JONES!
E ESSE MR. IGUANA? O PALHAAÇO DA BURGUESIA? OLHANN SÓOO, VEJAM MEU BONEQUINHOO, ELE É LINDOO, ELE É MALVADO, ELE É DESTEMIDO, MAS APENAS É ISSO TUDO POR 39,90 NA LUCHAMANIA.COM, TAMBÉM NAS AMAZONS, PORÉM COM FRETE
Que vergonha… que vergonha para o povo mexicano. Que vergonha para Pancho Villa, que vergonha para Emiliano Zapata, que vergonha para os mais de 1000 mortos no levante de Chiapas. E sabe o que é o pior? eles se quer sabem do que falo. Não sabem porque não são mexicanos, em seu sangue corre o sangue daquele pássaro mal encarado.
Eu, não. Meu interesse é o interesse do povo! O meu interesse é dar as mãos à Zumbi. Nossas máscaras não são para venda, são inclusive, para serem ignoradas, pois eu sei que vocês vão virar o olho quando ouvirem o que eu tenho pra falar, mas Zumbi e Zapata, dois heróis da libertação nacional de Brasil e México seguem vivos. Reivindicamos seus legados, eles morreram, mas o fantasma de seu vigor permanece em nós. Nos dêem benção, companheiros, pois se não esquecerão de nós! Dirão que somos depravados, que não prestamos, que somos criminosos.
Eles querem ver seus ancestrais vivos.
ZUMBI: ‘’ainnn, mas você não conhece Zumbinnn, ele era prentonn mas tinha escravonnn… É? E quem te contou isso? Um português? Pois bem, deixa eu então te contar uma coisa, se ele não tinha, pois vai ter agora, MJ e Mr. Iguana, vocês serão minha Mary Jane e homem lagarto.
Vocês sabem o que é a luta livre? É o que nossos ancestrais faziam para o povo. Isso que a burguesia faz não é luta, é entretenimento. E vocês não verão isso aqui. Essa semana o show, Verano de Escandalo será em Aguascalientes. Sabem o que acontece em Aguascalientes? O povo tem sede em Aguascalientes! Eles bebem arsenico! Vejam às notícias!
https://buzos.com.mx/noticia/aguascalientes-escasez-de-agua-potable-y-con-arsenico#:~:text=Sin%20embargo%2C%20el%20desaf%C3%ADo%20resulta%20m%C3%A1s%20complejo,su%20alta%20toxicidad%2C%20incluso%20en%20bajas%20concentraciones.
Zapata: Olha só, eu vou ter que ler, pera aí… (ele coloca um óculos) Segundo dados da Encuesta Nacional de Seguridad Pública Urbana (ENSU) do INEGI, a cidade de Aguascalientes apresentou índices favoráveis em comparação com a média nacional, com cerca de 34% da população adulta sentindo-se insegura — uma taxa consideravelmente menor do que em estados vizinhos da região. Víram que merda?? E vocês aqui querem ficar fazendo piadinha?? Vem M.r iGUANA, PAREÇA MAIS CREDÍVEL QUE ISSO! MOSTRA A LINGUINHA, VAI!
ZUMBI PARECE TENTAR SE ACALMAR PARA PODER DAR A PALAVRA FINAL: olha só… Quando nós estivermos no ringue e tivermos ganharmos a luta, nós vamos falar. E ahhh… Vocês você nos ouvir! E sabe o que é pior? não podem nos proibir, o povo nos apoia, se não nos deixarem lutar, ah, mas o povo vai gritar, se não nos deixarem ganhar, ahh o povo vai xiar, se não nos deixarem falar, vocês saberão que ainda assim estaremos lá!
ZUMBI: Senhor Leonardo Montañez Castro, o povo te chama! Esteja lá e veja a revolução!
E isso vai acontecer porque nós lutamos pelo povo, para o povo e somos o povo! Viva la raza!
ZUMBI e ZAPATA
(A tela se acende, revelando um ambiente escuro e caótico nos fundos da arena. O som de correntes se arrastando ecoa pelo chão de concreto. Ao fundo, vemos El Desperado encostado em caixotes de metal, polindo o seu Talismán de la Serpiente com um sorriso sádico e silencioso. La Sombra está de pé ao centro, braços cruzados, encarando o vazio com a frieza de um governante aguardando o momento de reclamar sua coroa. Sin Perdón está agachado nas sombras, alongando os pulsos. De repente, a câmera é puxada de forma violenta. A máscara de caveira de Penta El Zero Miedo preenche toda a tela. Ele solta uma baforada espessa de fumaça de seu charuto bem na lente e faz o sinal do "Zero" com a mão direita.)
¡Escúchenme bien, perros de la Mucha Lucha!
Eles acham que encontraram uma rachadura. Aquele bando de covardes no vestiário olharam para a semana passada e sorriram. Vocês viram o nosso hermano El Desperado cair para o Mortis nos últimos segundos daquela contagem ridícula e pensaram: "Pronto! O império está ruindo! Los Ingobernables estão fracos!".
¡Son unos grandíssimos pendejos!
Vocês confundem uma batalha de relógio e burocracia com o resultado de uma guerra de trincheiras! La Dualidad Sin Rostro precisou trapacear, atacar por trás e segurar as pernas do Desperado no lado de fora do ringue, e tudo isso só para ajudar o "Todo Poderoso" Campeão Mundial a não passar vergonha em rede nacional. Acham que esta vitória tem mérito? Acham que conseguiram provar algo? Bem, de fato conseguiram, apenas provaram quão patéticos e inferiores vocês são.
E qual foi o grande prêmio de vocês por essa covardia barata? Vocês puderam escolher a estipulação para o Verano de Escándalo. Lucha de Parejas Sin Relevos. Tornado Tag. Lutar ao mesmo tempo. Vocês realmente acham que tirar a regra do revezamento vai proteger as suas espinhas dorsais? Vocês acham que o caos vai mascarar a total falta de talento que carregam? ¡Me vale madre la estipulación! A única coisa que fizeram foi soltar a corrente de um matador. Vocês acharam que isto seria uma vantagem, mas apenas me deram a vantagem de não precisar esperar para quebrar seus ossos. Eu já dei o aviso, e a minha palavra é a única lei que importa: esta é a ÚLTIMA vez que vocês vão desafiar pelos nossos cinturões. E a contagem regressiva para a aniquilação de vocês começa hoje!
Esta noite, a Mucha Lucha nos colocou em uma Lucha de Cuartetos. Quatro contra quatro. O verdadeiro poder e autoridade do México contra uma aliança ridícula, costurada por desespero e restos mortais.
(CONTINUA)
Vamos olhar para a piada que está do outro lado do ringue. Mortis... o Campeón Mundial Absoluto. Você veste esse título, anda por aí achando que governa alguma coisa. Mas quando foi colocado de frente para a verdadeira realeza, você suou frio. Você precisou de ajuda externa para bater um único Ingobernable. Sua dominância se baseia em que? Vitórias? Olhe para Los Ingobernables, olhe para Penta, e veja que suas vitórias são apenas um pequeno número e nada mas. Quando La Sombra colocar as mãos em você de verdade, não haverá gaiola, não haverá demônio e não haverá interferência que o salve de ser destronado. Você é um falso profeta com os dias contados.
E quem mais está no grupinho de vocês? O vira-lata! Angel Garcia! ¡Qué ironía tan deliciosa! Você perdeu a sua máscara para o La Sombra, foi esquartejado. E aí você pegou aquele microfone, fez um discurso emocionante, jurou que agora era um homem livre, que não precisava mais carregar o peso do legado falido do Sin Cara... e o que você faz na sua primeira grande luta depois disso? Volta correndo para ficar lado a lado com os exatos mesmos perdedores que você diz ter abandonado! Angel, você não é imortal só porque o Sr. Lucha te deu um Talismã com a cara de um cachorro. Você é um verme sem identidade. E quando você pisar naquele ringue contra nós hoje, eu vou socar o seu rosto exposto até você desejar nunca ter tirado aquela máscara!
Sin Esperanza. Sin Alma. Vocês orquestraram essa aliança porque estão apavorados com o Verano de Escándalo. Vocês acham que os joguinhos mentais com o Desperado funcionaram? Olhem bem para ele aqui atrás! Ele não está quebrado. Ele é a Serpente venenosa aguardando o milissegundo exato para dar o bote nas suas gargantas! Vocês não sabem o que é a verdadeira violência. Hoje, nesta Lucha de Cuartetos, nós vamos dar a vocês um pequeno aperitivo do inferno que os aguarda quando os cinturões estiverem em jogo. Vocês formaram um time. Nós nascemos uma legião. Vocês estão unidos pelo medo de perderem o pouco que restou das suas carreiras. Nós estamos unidos pela fome absoluta de arrancar os membros de quem ousa respirar o mesmo ar que a gente. Não existe "elo fraco" em Los Ingobernables. Existe La Sombra, o próximo rei do mundo. Existe El Desperado, a armadilha letal. Existe Sin Perdón, o pesadelo de vocês. E existo eu. O executor.
Quando o sino tocar esta noite, nós não vamos lutar pelas palmas dos idiotas na plateia. Nós vamos quebrar os seus ossos no meio do ringue apenas porque nós podemos. Mortis, Angel, Sin Alma, Sin Esperanza... rezem para os seus falsos deuses. Porque a Lucha Libre pertence a Los Ingobernables!
(Penta puxa o cinturão para frente de seu ombro, bate no peito, avança violentamente e grita com ódio total, quase encostando na câmera)
¡HAY CERO MIEDO!
Uno De Los Ingobernables e Uno De Los Campeones de Parejas, Penta.
A gravação se inicia durante o fim de tarde, na área externa de uma residência. Sentado próximo a uma pequena mesa, Sin Perdón já pode ser visto pelas câmeras. O Campeonato de Parejas repousa sobre a superfície ao seu lado, enquanto o luchador permanece tranquilamente recostado em sua cadeira. Por alguns instantes, ele apenas observa o movimento ao redor antes de voltar sua atenção para a câmera.
Sin Perdón: Engraçado como algumas coisas mudam rápido por aqui. Há pouco tempo, ninguém sabia meu nome, depois tentaram descobrir quem estava por trás desta máscara e agora parece que não conseguem montar um grande combate sem colocar Sin Perdón no meio dele.
Eu deveria me sentir lisonjeado, embora, pensando bem, talvez seja apenas o curso natural das coisas. Quando você chega fazendo barulho, conquista um campeonato logo na primeira noite e continua vencendo tudo aquilo que colocam em seu caminho, as pessoas começam a prestar atenção.
E eu gosto quando estão prestando atenção.
Principalmente quando posso olhar para o outro lado do ringue e encontrar homens que já deveriam ter aprendido a fazer o mesmo.
E talvez seja justamente isso que torne a primeira noite do Verano de Escândalo tão interessante para mim. Olho para esse combate e tenho uma estranha sensação de déjà-vu. Novamente, alguns rostos que parecem ter desenvolvido um gosto peculiar por nos encontrar no caminho.
Mortis, Sin Alma, Sin Piedad... Da última vez, eu passei algum tempo tentando entender o que cada um carregava consigo. Suas convicções, fraquezas, tudo aquilo que fazia vocês acreditarem que aquela noite terminaria de maneira diferente. No fim, descobri que estava complicando algo extremamente simples.
Vocês perderam. E talvez eu devesse aproveitar este momento para repetir tudo aquilo que disse anteriormente, falar novamente sobre os problemas da Dualidad, questionar as certezas de Mortis e explicar por que Los Ingobernables sairão vencedores outra vez. Mas qual seria a graça?
Eu já falei. Vocês não somente ouviram, como também tiveram o prazer de provar isso das nossas mãos.
Por isso, desta vez, não estou muito interessado a respeito de vocês, mas sim naquilo que mudou em relação à última vez.
Porque vocês fizeram algo inteligente. Se três homens não foram suficientes para mudar o resultado da última vez, talvez bastasse procurar um quarto capaz de mudar a história.
Às vezes, essa empresa consegue criar situações que nem mesmo eu seria capaz de imaginar. Porque entre tantas possibilidades, decidiram colocar diante de mim justamente o homem que possui uma relação tão particular com esta máscara.
Angel Garcia.
Desde o momento em que esta máscara passou a cobrir o meu rosto, você deixou bastante claro o quanto a minha existência lhe incomoda. Me chamou de imitação, disse que aquilo que fizemos era um desrespeito ao legado do seu mestre e prometeu que, quando chegasse a hora, estaria disposto a fazer alguma coisa a respeito. Bem, a hora chegou.
E agora que finalmente posso falar diretamente a você, existe algo que gostaria de entender. Você realmente acredita em tudo aquilo que diz?
Eu ouvi você dizer que perder sua máscara foi um "sacrifício necessário", que Sin Piedad precisava desaparecer para que o seu verdadeiro eu pudesse nascer. Uma maneira bonita de contar essa história, admito. Quase faz parecer que foi você quem escolheu como tudo aconteceu, mas existe um pequeno problema nessa versão.
Sacrifícios são voluntários, a máscara foi arrancada de você.
La Sombra não lhe ofereceu uma oportunidade de renascer. Ele derrotou você, tomou aquilo que carregava e deixou que descobrisse sozinho como continuaria vivendo depois disso. Angel Garcia não nasceu porque você decidiu abandonar Sin Piedad. Angel Garcia nasceu porque você perdeu.
Talvez seja exatamente por isso que olhar para mim incomode tanto. Não é pela honra do seu mestre, não é porque eu esteja desrespeitando algum legado e certamente não é porque acredita que eu seja apenas uma imitação. É porque toda vez que olha para Sin Perdón, você encontra uma lembrança daquilo que aconteceu.
E sabe qual é a parte mais divertida, Angel? Você sobreviveu.
Encontrou outro nome, outra identidade e começou a construir uma nova história. Finalmente conseguiu sua primeira vitória e, pouco a pouco, parece estar descobrindo quem Angel Garcia realmente é. Você conseguiu provar que existe vida depois de perder aquilo que um dia acreditou definir quem você era.
Só que isso também trouxe um novo problema.
Agora você voltou a ter coisas a perder.
Talvez esse seja o verdadeiro motivo para existir tanto rancor por trás das suas palavras. Você já sabe exatamente qual é a sensação de assistir uma parte da sua vida ser arrancada diante dos seus olhos e, agora que finalmente começou a reconstrui-la, precisa entrar no mesmo ringue que o homem responsável pela sua queda e encarar aquele que nasceu como consequência dela.
Você não está vindo ao Verano de Escândalo apenas para enfrentar Los Ingobernables.
Está vindo para descobrir se consegue sobreviver a nós uma segunda vez.
Sin Perdón interrompe suas palavras por alguns instantes. Ainda sentado, ele volta sua atenção para o Campeonato de Parejas sobre a mesa, passando lentamente a mão sobre o cinturão antes de segurá-lo e colocá-lo sobre o ombro. Em seguida, retorna sua atenção para a câmera.
Engraçado, não é? Depois de tudo isso, o primeiro dia ainda será apenas metade do problema.
No Verano de Escândalo, vocês terão quatro de nós diante de vocês e uma noite inteira para tentar provar que alguma coisa mudou desde a última vez que dividimos aquele ringue. Angel terá finalmente a oportunidade que tanto queria, Mortis poderá continuar escrevendo suas sentenças e La Dualidad poderá tentar, mais uma vez, acertar as contas conosco. Façam bom uso dessa noite, porque quando tudo terminar, alguns de vocês poderão simplesmente seguir em frente. Outros não terão essa sorte.
Sin Alma, Sin Piedad, vocês ainda terão mais uma noite. Mais uma oportunidade de olhar para aquilo que um dia esteve nas mãos de vocês e acreditar que podem recuperá-lo. Imagino que estejam ansiosos por esse momento, afinal, desde que perderam esses campeonatos, passaram tempo demais observando-os sobre os ombros de outras pessoas. No segundo dia, finalmente terão a oportunidade de fazer alguma coisa a respeito.
Só espero que não cometam o erro de chegar até lá pensando no que estes títulos já significaram para vocês. Nostalgia não vence combates e muito menos recupera campeonatos. Vocês não estarão enfrentando a mesma situação que um dia os tornou campeões. Estarão tentando arrancar aquilo que agora pertence a nós.
E escolheram uma maneira bastante interessante para tentar fazer isso. Uma Lucha de Parejas Sin Relevos. Sem a ordem de um combate convencional, sem tempo para respirar enquanto o outro assume seu lugar. Todos dentro daquele ringue ao mesmo tempo. Confesso que gostei da escolha. Depois de tudo que aconteceu entre nós, tentar resolver essa história no meio do caos parece apropriado, mas não vamos antecipar uma história que ainda tem seu primeiro capítulo para ser escrito. Antes de pensarem nesses campeonatos, pensem no primeiro dia. Antes de planejarem como pretendem recuperá-los, descubram como sairão daquele ringue depois de enfrentar Los Ingobernables novamente.
Porque o Verano de Escándalo pode durar duas noites, e vocês terão duas oportunidades diferentes para finalmente provar tudo aquilo que vêm dizendo há tanto tempo.
O problema é que nós também teremos duas oportunidades de provar que vocês continuam errados.
Sin Perdón permanece em silêncio após suas últimas palavras. Ele observa por alguns instantes o Campeonato de Parejas sobre seu ombro antes de se levantar da cadeira. Com uma das mãos, ajusta o cinturão e começa a caminhar para longe do local, deixando para trás apenas a cadeira e a mesa que compunham o ambiente. Pouco depois, a gravação chega ao fim.
Una Mitad de los Campeones de Parejas
Sin Perdón.
“VERANO DE ESCÂNDALO? NO. VERANO DE PATRAUM.”
A câmera abre em um teatro vazio.
Mas agora o teatro está decorado como se alguém tivesse misturado ensaio de musical, zoológico clandestino e festa de verão mexicana.
No centro do palco: uma boia de piscina, uma caixa de bombom, uma toalha verde, uma bandeirinha escrito “#1 Retadores”, e MJ parado de costas, usando sua jaqueta vermelha, máscara branca, luva brilhante e o Talismán del Conejo pendurado no pescoço como se fosse uma joia sagrada.
Márcia aparece ao lado com uma prancheta.
— Patraum… câmera on. Talismã brilhando. Good good conferido. Iguana-homem quase controlado.
MJ não se vira.
— Quase?
Márcia olha para o canto do palco.
Mr. Iguana está de quatro, mastigando uma folha cenográfica.
— Ele tá… artisticamente natural, Patraum.
MJ vira lentamente para a câmera.
— Verano de Escándalo…
Pausa.
— O maior evento do summer mexicano. Arena San Marcos. Aguascalientes. Calor, fuego, lucha, escândalo, e um problema very important.
Márcia se aproxima.
— Qual, Patraum?
MJ aponta para si.
— Ninguém colocou o Lord no poster principal.
Márcia leva a mão à boca.
— Crime gráfico, Patraum.
MJ olha para a câmera.
— Mas tudo bem. Porque no Verano, eu não preciso estar no poster.
Pausa dramática.
— Eu vou estar na memória emocional do povo.
Mr. Iguana levanta a cabeça.
— Viu?
MJ olha para ele.
— Ainda não, Mr. Iguana. Espera o momento do “viu”.
Mr. Iguana abaixa a cabeça de novo.
MJ anda pelo palco.
— Zumbi… Zapata…
Ele para.
— Márcia, por que meus adversários parecem capítulo de livro de história?
Márcia consulta a prancheta.
— Patraum, Zumbi representa um ícone brasileiro, Zapata representa um ícone mexicano. Dois símbolos fortes, dois guerreiros, duas culturas…
MJ interrompe.
— No, no, no. Eu também represento cultura.
— Representa sim, Patraum.
— Eu represento o moonwalk de Itaquera, o hee-hee de Osasco, o smooth criminal do crediário, o Billie Jean do churrasco de domingo.
Márcia se emociona.
— Cultura popular viva, Patraum.
MJ aponta para a câmera.
— Zumbi e Zapata, vocês são legado. Eu respeito isso. Muito legacy, very história, mucho homenagem.
Ele toca no Talismán del Conejo.
— Mas vocês vão enfrentar um homem com velocidade de coelho, drama de novela e um parceiro que nasceu de uma mordida de iguana.
Márcia cochicha:
— Tecnicamente isso ainda está sob investigação médica.
MJ vira para ela.
— Márcia, don't speak the processo.
— Perdão, Patraum.
Mr. Iguana ergue a mão.
— Viu?
MJ se irrita.
— Não, Mr. Iguana! Ainda não!
MJ respira fundo e volta para a câmera.
— Zumbi, eu já vi você. Capoeira, gingado, físico, benção no rosto, Brasil representado. Você chega no ringue como guerreiro.
Pausa.
— Eu chego como problema coreografado.
Márcia anota.
—“Problema coreografado.” Isso vende camiseta, Patraum.
— Zapata, você vem com legado, revolução, México, honra, luta do povo. Muito bonito.
MJ se aproxima da câmera.
—Mas no Verano, quando o sino tocar, não vai ser revolução. Vai ser confusion.
Ele faz um moonwalk curto.
—Vocês dois são sérios. Nós dois somos… como posso dizer?
Márcia olha para Mr. Iguana, que está lambendo o corner cenográfico.
—Inexplicáveis, Patraum.
MJ sorri.
—Exactly.
Ele ergue o Talismán del Conejo.
—Esse talismã aqui representa velocidade. Mr. Lucha viu isso em mim. Ele viu meus pés trabalhando em full Wi-Fi. Ele viu que quando MJ corre, a câmera pede desculpa por não acompanhar.
Márcia aplaude.
—O Patraum é 5G corporal.
MJ aponta para Mr. Iguana.
—E este homem aqui…
Mr. Iguana levanta, faz pose, escorrega um pouco e cai sentado.
MJ continua como se nada tivesse acontecido.
—Este homem aqui é Mr. Iguana. Meu parceiro. Meu irmão de ringue. Meu réptil jurídico. O homem que entrou rastejando, mas agora está subindo na divisão de parejas.
Mr. Iguana, do chão:
—Viu?
MJ fecha os olhos.
—Agora sim. Foi bom.
Márcia comemora baixinho.
—Ele acertou o “viu”, Patraum.
MJ vai até a box of good good.
—Zumbi e Zapata, vocês têm força. Têm honra. Têm história. Mas sabem o que vocês não têm?
Ele abre a caixa.
— Sincronia absurda.
MJ pega um bombom e entrega para Mr. Iguana, que cheira como se fosse presa.
— Nós não somos uma pareja comum. Nós somos um erro de sistema que virou dupla. Eu faço moonwalk, ele faz rastejamento. Eu faço Hee-Hee, ele faz “viu”. Eu subo no corner, ele morde a lógica. Eu erro o plano, ele prova que o plano nunca existiu.
Márcia suspira.
— Estratégia sem estratégia. Genial, Patraum.
MJ aponta para a câmera.
— No Verano, nós não vamos apenas lutar por ser #1 retadores.
Pausa.
— Nós vamos lutar pelo direito de incomodar campeões oficialmente.
Mr. Iguana levanta as duas mãos.
— Viu!
— Exatamente, Mr. Iguana. Porque quando MJ e Mr. Iguana chegarem aos Campeonatos de Parejas, a divisão inteira vai ter que se perguntar: “Como paramos um homem que dança e outro que pensa que é iguana?”
Márcia responde, devota:
— Não param, Patraum. Apenas aceitam.
MJ começa a caminhar em círculo.
— Zumbi, se você vier com capoeira, eu venho com moonwalkeira.
Márcia franze a testa.
— Moonwalkeira?
— Capoeira com moonwalk, Márcia. Arte marcial proibida pela gravidade.
— Perdão, Patraum. Eu fui limitada pela física.
MJ continua:
— Zapata, se você vier com revolução, eu venho com evolution. Se você vier com legado, eu venho com “leg day”, porque esses pés aqui trabalham muito.
Ele aponta para os próprios pés.
— Esses pés não são pés. São dois funcionários CLT do entretenimento.
Mr. Iguana aponta para os pés dele.
— Viu?
MJ sorri.
— Ele está aprendendo.
A luz do teatro fica verde e vermelha. Márcia segura um ventilador pequeno, jogando vento na jaqueta de MJ.
MJ fala mais baixo, dramático.
— Todo mundo riu quando minha iguana fugiu. Todo mundo riu quando Mr. Iguana apareceu. Todo mundo riu quando disseram que MJ estava 1-4 e ainda assim aparecendo em todo show.
Ele toca no Talismán.
— Mas agora eu tenho uma vitória. Tenho um talismã. Tenho um parceiro. Tenho Márcia. Tenho good good. Tenho um plano.
Márcia cochicha:
— Temos plano?
MJ olha para ela.
— Não. Mas eles não sabem.
— Ah, sim. Plano invisível.
MJ volta para a câmera.
— Zumbi e Zapata, vocês talvez sejam a dupla mais simbólica da Mucha Lucha.
Pausa.
— Mas nós somos a dupla mais perigosa para o entendimento humano.
Mr. Iguana começa a rastejar em volta de MJ.
MJ abre os braços.
— No Verano de Escándalo, quando o calor subir, quando a arena gritar, quando todo mundo esperar que o Brasil e o México façam história…
Ele inclina o chapéu.
— O Patraum e o Iguana vão fazer bagunça histórica.
Márcia grita:
— BAGUNÇA HISTÓRICA, PATRAUM!
MJ aponta para a câmera.
— Zumbi, cuidado com o coelho.
Ele aponta para Mr. Iguana.
— Zapata, cuidado com o réptil.
Ele aponta para Márcia.
— E cuidado com a Márcia, porque ela segura nossa água, nosso good good e nossos documentos.
Márcia fica séria.
— Tudo plastificado, Patraum.
— Muito profissional.
MJ pega a bandeirinha “#1 Retadores” e levanta.
— Verano de Escándalo não será só escândalo. Será o começo da maior pareja nonsense que essa empresa já viu.
Mr. Iguana sobe ao lado dele, com uma pelúcia de iguana na boca.
MJ conclui:
— Zumbi e Zapata… preparem sua honra, sua história e seus joelhos.
Pausa.
— Porque MJ e Mr. Iguana vão entrar smooth…
Mr. Iguana:
— Viu?
MJ:
— Vão lutar weird…
Márcia:
— Amém, Patraum.
MJ:
— E vão sair #1 retadores.
Ele inclina o chapéu.
— Hee-hee.
Márcia, quase chorando:
— Fala o bye, Patraum.
MJ olha para a câmera.
— Bye.
Corte seco.
Depois do corte, ainda se ouve:
— Márcia.
— Sim, Patraum?
— Mr. Iguana comeu o cenário?
— Só a parte do Zapata, Patraum.
— Good. Psychological advantage.
— Viu?
— Agora foi perfeito.
(Postando para o MJ)
“A queda não foi o fim. Foi o aviso.”
A câmera abre em uma sala escura. Não há música. Apenas o som baixo de uma televisão antiga reproduzindo o final do último ¡A Luchar!. Na tela, Mortis cobre El Desperado.
Um.
Dois.
Três.
A imagem congela no momento em que El Desperado aparece caído no centro do ringue. A câmera se move lentamente para o lado e revela o próprio El Desperado sentado diante da televisão, imóvel, com a máscara parcialmente iluminada pela tela.
El Desperado:
Eu assisti essa cena muitas vezes.
Não porque gosto dela.
Não porque aceito o que aconteceu.
Mas porque homens fracos desviam o olhar quando caem.
Homens comuns inventam desculpas.
Homens vazios culpam o tempo, o árbitro, o acaso, o destino.
Eu não.
Eu olhei.
Eu ouvi a contagem.
Eu vi Mortis deixar o ringue sem comemorar.
Eu vi La Dualidad entrar como se tivesse descoberto uma verdade.
Eu vi Sin Esperanza pegar o microfone e dizer que eu fui o primeiro a cair.
Ele inclina a cabeça lentamente.
Talvez ele esteja certo.
Eu caí.
Mas existe uma diferença entre cair… e ser derrotado por dentro.
Y yo todavía estoy aquí.
Desperado se levanta. A televisão continua ligada atrás dele.
Sin Esperanza colocou veneno no ouvido de Los Ingobernables.
Disse que eu era o mais fraco.
Disse que fui substituído.
Disse que Penta, La Sombra e Sin Perdón não confiavam em mim.
E eu seria hipócrita se dissesse que aquelas palavras não entraram na minha cabeça.
Entraram.
Porque veneno inteligente não mata rápido.
Ele circula.
Ele espera.
Ele faz você duvidar do que já sabia.
E por um instante… eu duvidei.
Duvidei do meu lugar.
Duvidei do meu valor.
Duvidei se, dentro de Los Ingobernables, eu era visto como arma… ou como peso.
Ele dá um passo à frente.
Mas agora eu entendi.
Esse era o plano.
Não era apenas vencer uma luta.
Não era apenas dar a Mortis uma vantagem.
Era me fazer entrar no Verano de Escándalo carregando vergonha.
Era fazer Los Ingobernables olharem uns para os outros com desconfiança.
Era transformar uma queda em rachadura.
Era transformar uma derrota em doença.
Buen intento.
Mas vocês cometeram um erro.
Vocês acharam que minha mente quebraria só porque meu corpo caiu.
Ele toca a própria máscara.
Esta máscara já atravessou coisas piores do que uma contagem de três.
Eu sei o que é perder.
Eu sei o que é sangrar.
Eu sei o que é ser observado como se o mundo esperasse que você desaparecesse.
E sei também o que acontece depois.
Depois da queda vem o silêncio.
Depois do silêncio vem a análise.
Depois da análise vem o ajuste.
E depois do ajuste…
vem a execução.
Desperado desliga a televisão. A sala fica ainda mais escura.
Mortis.
Campeón Mundial.
Homem grande.
Homem forte.
Homem que precisou de quase cinco minutos, ajuda externa e o último fôlego do relógio para me colocar no chão.
Você venceu.
Não vou negar.
Mas eu lembro do seu rosto depois da luta.
Você não comemorou.
Você saiu.
Porque sabia.
Sabia que o relógio quase te traiu.
Sabia que eu havia levado você perto demais do fracasso.
Sabia que, se aquela luta tivesse mais alguns segundos de mundo real, e não uma regra feita para alimentar apostas de covardes, talvez a história fosse outra.
No Verano, não haverá só cinco minutos.
Não haverá apenas você e eu.
Não haverá um teste.
Haverá guerra.
E quando Los Ingobernables estiverem no mesmo ringue, você vai descobrir que não basta ser absoluto quando está cercado por homens que não obedecem trono nenhum.
El poder absoluto también sangra.
Ele caminha devagar pela sala. Sobre uma mesa, há fotos de Mortis, Angel, Sin Alma e Sin Esperanza.
Angel.
Eu vi sua vitória.
Vi sua inteligência.
Vi você bater a cadeira no ringue, jogar a culpa no outro homem e sair rindo enquanto El Hijo del Santo perdia por desqualificação.
Bonito truque.
Frio.
Esperto.
Quase elegante.
Mas entenda uma coisa: truques funcionam melhor contra homens que se importam com justiça.
Los Ingobernables não se importam.
Nós não viemos ao Verano para reclamar de atalhos.
Nós viemos para usar estradas que vocês nem sabem que existem.
Então traga sua cadeira imaginária.
Traga sua mentira.
Traga seu teatro.
Porque contra mim, Angel, a pergunta não será se você sabe enganar o árbitro.
A pergunta será se você consegue enganar a dor quando ela chegar.
Desperado pega a foto de Sin Alma e Sin Esperanza.
La Dualidad Sin Rostro.
Antes eram Trinidad.
Depois perderam uma máscara.
Agora são dois homens tentando transformar ausência em ameaça.
Sin Alma.
Sin Esperanza.
Vocês falam como profetas, mas agem como ladrões de oportunidade.
Subiram no apron.
Distraíram árbitro.
Atacaram por trás.
E depois chamaram isso de revelação.
Não.
Isso não foi revelação.
Foi confissão.
Confissão de que, sozinhos, vocês não conseguem terminar o que começam.
Confissão de que precisam plantar dúvida antes de plantar golpe.
Confissão de que, mesmo quando vencem uma noite, ainda precisam gritar para convencer o mundo de que são melhores.
Ele rasga lentamente a foto ao meio.
Vocês disseram que eu fui o primeiro a cair.
No Verano, eu vou responder.
Não com discurso.
Não com desculpa.
Com precisão.
Com frieza.
Com cada golpe sendo colocado no lugar certo.
Porque agora eu não entro mais tentando provar que mereço estar entre Los Ingobernables.
Eu entro sabendo que minha queda se tornou combustível para todos nós.
Ele se aproxima da câmera. A voz fica mais baixa.
Penta.
Sin Perdón.
La Sombra.
El Desperado.
Quatro nomes.
Quatro máscaras.
Quatro formas diferentes de destruição.
Vocês querem enfrentar uma facção dividida.
Mas o que vão encontrar é uma facção ofendida.
E isso é muito pior.
Porque uma facção dividida hesita.
Uma facção ofendida mira.
Pausa.
No Verano de Escándalo, vocês não enfrentarão o El Desperado que saiu cabisbaixo da arena.
Esse homem ficou naquele corredor.
Morreu entre a vergonha e o silêncio.
O que chega em Aguascalientes é outra coisa.
Mais calma.
Mais fria.
Mais perigosa.
Más desesperada.
Ele encara a câmera sem piscar.
Mortis, Angel, Sin Alma, Sin Esperanza…
guardem bem essa imagem.
A imagem de El Desperado caído.
Porque será a última lembrança confortável que vocês terão de mim.
No Verano, eu não vou correr do ringue.
Não vou gastar relógio.
Não vou sobreviver.
Eu vou caçar.
E quando a campainha tocar, cada um de vocês vai entender que o erro não foi me derrubar.
O erro foi me deixar levantar depois.
Desperado passa pela câmera, indo em direção à porta. Antes de sair, para por um instante.
Sin Esperanza…
Você queria entrar na minha cabeça.
Conseguiu.
Agora tente sair dela vivo.
Nos vemos en Verano de Escándalo.
E quando Los Ingobernables terminarem essa noite…
não haverá dúvida.
Não haverá veneno.
Não haverá rosto.
Não haverá esperança.
Só haverá o som de quatro corpos caindo…
e a certeza de que Los Ingobernables ainda governam.
Ya será demasiado tarde.
(Postando para El Desperado)
[A câmera se abre no pátio interno de uma hacienda. A noite está silenciosa, cortada apenas pelo som de uma fonte de pedra jorrando água. La Sombra está sentado em um banco de madeira escura. Ele veste uma calça de alfaiataria preta e uma camisa de botão escura, sem gravata, com as mangas dobradas. Em uma das mãos, ele segura uma garrafa de tequila Reserva e na outra um copo de vidro.]
’’Sabe qual é o erro daqueles que não pertencem ao nosso mundo, carnal? Eles olham para um placar. Eles olham para o braço levantado de um homem e acham que isso conta toda a história. Os idiotas da diretoria, o público... até mesmo a Dualidad. Eles olham para Desperado agora e pensam: ‘El Desperado falhou. O Cartel sangrou’. Mas eu vejo um panorama diferente disso... eu não olho para o placar. Eu olho para os olhos do inimigo. E sabe o que eu vi nos olhos do ‘Ceifador’ quando o sino tocou? Eu não vi a frieza de um campeão absoluto. Eu não vi a soberania que ele tanto gosta de pregar. Eu vi alívio. Eu vi um homem desesperado para sair daquele ringue, porque ele percebeu que precisou cavar até o fundo da própria alma apenas para sobreviver a cinco minutos com um dos melhores desse esporte. Ele não ficou para comemorar. Ele fugiu. Porque cada golpe que ele absorveu, cada vez que Desperado recusou a ficar no chão, ele arrancou um pedaço daquela ilusão de invencibilidade dele.’’
[Ele coloca o copo na beirada do banco e despeja a bebida lentamente. O líquido dourado brilha sob a pouca luz da lua.]
‘’O equilíbrio, amigo, exige sacrifícios. A dor ensina. E a dor que Desperado causou àquele falso deus mostrou a todos que ele pode sangrar. No nosso negocio, um homem não é julgado apenas por quantas cabeças ele corta, mas por quanto veneno ele faz o inimigo engolir antes de cair. Desperado olhou para a Morte de frente, cuspiu na cara dela e a fez suar frio. Sem abaixar a cabeça. Desperado tropeçou. Permitiu que o falso Absoluto roubasse cinco minutos a mais de oxigênio do que ele merecia. Mas isso não é um problema, não, não... aqui dentro de La Familia, nós resolvemos as nossas falhas... à nossa maneira. A disciplina mantém a estrutura de pé. E Desperado lutou como um cão faminto, não quebrou. Provou que a fundação é de concreto armado. O Mortis precisou de tudo o que tinha apenas para passar por ele. Imagine o que vai sobrar dele quando ele bater de frente com a faccíon inteira.’’
[Ele caminha pelo pátio de pedras até parar em frente a um grande portão de ferro forjado. Ele apoia as duas mãos nas grades, olha para a escuridão da noite além de sua propriedade por alguns segundos e, em seguida, vira o rosto parcialmente para encarar a câmera]
’’Escute bem, Mortis.’’
[Ele se vira completamente, cruzando os braços sobre o peito. A luz amarelada de uma lamparina na parede ilumina apenas metade de sua máscara.]
‘’Você sobreviveu a cinco minutos com um dos melhores e, como recompensa, a diretoria desta empresa te deu o direito de escolher a estipulação da nossa luta pelo Campeonato Mundial Absoluto. Você ganhou o direito de ditar as regras. Você deve estar no seu trono de pedra agora, sorrindo debaixo dessa máscara, achando que me encurralou.’’
[La Sombra solta uma risada baixa, rouca e completamente desprovida de qualquer humor.]
"Você assiste a muitos filmes, cabrón. Você acha que a Mucha Lucha é um tabuleiro de xadrez e que você acabou de capturar o nosso rei. Deixe-me te ensinar como as coisas funcionam de verdade no meu negocio. As vezes, quando um homem cruza o nosso caminho, ou quando ele não paga os impostos que deve, nós vamos até a casa dele. Nós o amarramos, sentamos ele em uma cadeira e, porque nós somos misericordiosos... nós damos a ele uma escolha. Nós perguntamos: ‘Como você prefere que isso termine, amigo? Quer no deserto, debaixo do sol, ou prefere no porão escuro? Quer que seja rápido ou prefere sentir cada segundo?’. E o homem estúpido, com suor frio escorrendo pela testa, pensa tanto. Ele analisa, ele escolhe o cenário com tanto cuidado, agarrando-se a ilusão de que ter a escolha significa ter algum poder sobre o próprio destino. Mas a verdade, Mortis? A verdade é que não importa a escolha que ele faça. A bala sai do cano do mesmo jeito. E a dívida é cobrada.’’
[Ele da um passo lento em direção à lente, a voz baixando para um tom perigoso e cortante.]
‘’Você acha que eu tenho medo da sua estipulação? Você acha que me importa se o ringue estiver cercado por aço, por fogo, ou por correntes? Escolha, Mortis! Escolha o seu veneno! Pense no cenário mais doentio e brutal que a sua mente poética conseguir imaginar. Construa a sua própria câmara de execução. Tranque as portas por dentro, espalhe armas pelo território, tire o juiz do ringue. Me traga o pandemônio, Hermano. Eu não tenho fraqueza. Los Ingobernables não tem fraqueza alguma. Eu ouvi o discursinho do Sin Esperanza. Que cena comovente. Ele acha que enxergou uma fraqueza na Faccíon. Ele acredita que, ao escolher uma Lucha Sin Relevos para o Verano de Escándalo... um combate Tornado onde não há regras de revezamento... ele cortou as nossas asas. Ay, carnal... que inocência estúpida.’’
‘’Sin Esperanza, você acha que as cordas do ringue e as regras da Mucha Lucha eram a nossa vantagem? Pendejo. Aquelas regras eram a única coisa que protegia vocês da nossa brutalidade. Ao remover a ordem, vocês não nivelaram o jogo. Vocês apenas trancaram a porta do matadouro pelo lado de dentro e entregaram a chave na mão dos açougueiros. Vocês chamam a morte para dançar e acham que vão conduzir os passos? E o nosso autoproclamado Ceifador? Mortis venceu a luta, mas fugiu antes de comemorar. Um rei que não celebra sua vitória é um rei que sabe que a guilhotina já foi armada na praça. Mortis sentiu no ar. Ele sabe que ferir um dos meus carnais não enfraquece o Cartel... apenas obriga o Idolo a cobrar a dívida com juros. E eu já disse que o faria.’’
‘’E agora, na nossa Lucha de Cuartetos, Mortis traz Angel para o lado dele e da La Dualidad. Um homem que conhece mais do que qualquer um do que a Faccíon é capaz. Outro escudo humano. Mais um corpo descartável que tentou atravessar a fronteira sem pagar o pedágio de Los Ingobernables. Vocês olham para essa luta de quatro contra quatro e acham que é uma disputa esportiva. Vocês olham para a vantagem das estipulações e acham que estão no controle. O controle não é um contrato, mis amigos. O controle é a faca apertada contra o seu pescoço exatamente quando você acha que está respirando aliviado. O controle é o peso esmagador da realidade quando vocês perceberem que não há para onde correr. Nós somos o mal necessário para que esta empresa entenda o seu lugar.’’
‘’A faccíon não está fraca. A faccíon está com fome. E chegou a hora do abate.
No pasa nada... Sólo Los Ingobernables.’’
~ El Sentinela del Espacio
~ La Sombra
A transmissão começa longe da arena. Não existe público, não existe ringue, não existe música de entrada. Apenas um corredor escuro, iluminado por algumas tochas, enquanto o som dos passos de Mortis ecoa pelo lugar. Ele caminha lentamente carregando o Campeonato Mundial Absoluto sobre o ombro até parar diante de uma mesa de pedra. Sobre ela estão quatro máscaras representando os Los Ingobernables. Mortis observa cada uma delas por alguns segundos antes de finalmente erguer os olhos para a câmera.
“El Desesperado... o grande cérebro dos Los Ingobernables. O estrategista. O homem que supostamente seria capaz de enxergar movimentos que ninguém mais conseguiria. O homem enviado para cumprir uma missão tão importante que o próprio destino de uma facção inteira foi colocado sobre seus ombros. Era isso que você deveria ser, não era? O grande sacrifício estratégico. O cavalo que abriria caminho pelo tabuleiro para que seu rei pudesse avançar. O homem que deveria me derrotar para entregar ao seu líder uma oportunidade de finalmente colocar as mãos no meu campeonato. Mas existe um problema quando você coloca um cavalo diante do Ceifador... você precisa lembrar que peças também podem morrer. E foi exatamente isso que aconteceu. El Desesperado não foi um adversário. Não foi uma ameaça. Não foi sequer uma peça importante naquele tabuleiro. Ele foi um sacrifício. Um peso morto que Los Ingobernables decidiu colocar diante de mim porque acreditaram que poderiam controlar o resultado da partida sem precisar colocar o verdadeiro jogador em campo. Vocês confiaram no membro mais fraco da equipe para decidir o destino de uma guerra contra alguém que decide destinos todos os dias. Eu. E essa foi a primeira grande lição que vocês deveriam ter aprendido.”
Mortis pega uma das máscaras sobre a mesa e a observa por alguns segundos. Em seguida, coloca-a novamente no lugar e passa lentamente os dedos sobre o Campeonato Mundial Absoluto.
“Vocês continuam tratando esta guerra como se fosse uma disputa convencional. La Sombra manda homens para frente, observa de longe, espera uma oportunidade e utiliza seus companheiros como escudos enquanto permanece protegido nas sombras. Você transforma seus homens em peões e depois se surpreende quando eles desaparecem do tabuleiro. El Desesperado foi exatamente isso: um peão. Um peão que você mandou caminhar diretamente para a casa onde a morte estava esperando. Ele acreditava que era um cavalo. Acreditava que sua inteligência seria suficiente para abrir caminho até meu cinturão. Mas quando o jogo terminou, ele descobriu que era apenas uma peça sacrificável. Você pode ser um grande estrategista quando está atrás da linha de frente. Pode preparar armadilhas. Pode mandar seus companheiros fazerem o trabalho sujo. Pode escolher o momento perfeito para atacar quando alguém já está enfraquecido. Pode se esconder atrás de uma máscara, de um talismã ou de qualquer símbolo que faça você acreditar que é uma cobra esperando o momento certo para dar o bote. Mas quando a cobra precisa abandonar o esconderijo... ela descobre que também pode ser esmagada. El Desesperado descobriu isso. E todos aqueles que vieram antes dele também.”
Mortis começa a caminhar pelo corredor. A câmera o acompanha enquanto ele passa por várias portas fechadas, até parar diante de uma delas.
“E agora vocês querem novamente Los Ingobernables contra mim. Quatro contra quatro. Novamente. Curioso... porque aparentemente vocês ainda não entenderam o resultado da última vez. Sim, vocês venceram. Parabéns. Vocês conseguiram encontrar uma maneira de vencer uma batalha contra mim. Mas não confundam uma vitória com superioridade. Porque para conseguir aquela vitória vocês precisaram de uma condição muito específica. Precisaram de quatro homens contra quatro. Precisaram que um dos meus homens abandonasse a luta. Precisaram criar uma vantagem numérica.
Precisaram me tirar para fora do ringue e precisaram interromper uma contagem que já caminhava para definir aquela luta. E mesmo assim vocês querem chamar aquilo de domínio? Não. Aquilo foi sobrevivência. Existe uma diferença enorme entre sobreviver a uma noite e controlar o destino de uma guerra. Vocês tiveram uma noite. Eu tenho o tempo.”
Mortis abre lentamente a porta, revelando apenas escuridão do outro lado. Ele permanece parado diante dela.
“Enquanto vocês comemoravam aquela vitória, enquanto La Sombra provavelmente acreditava que finalmente havia encontrado uma rachadura na minha armadura, eu estava olhando para aquilo de uma maneira completamente diferente. Vocês me deram informação. Mostraram suas armas. Mostraram como trabalham juntos. Mostraram até onde estão dispostos a ir quando percebem que não conseguem me superar em condições normais. E isso é exatamente o que acontece quando alguém luta contra a morte mais de uma vez. Na primeira vez, você acredita que pode vencê-la. Na segunda, percebe que ela está observando. Na terceira, começa a entender que cada movimento seu já foi previsto. E então chega o momento em que você percebe que não está mais lutando para vencer... está lutando para continuar vivo. Foi exatamente isso que aconteceu com El Desesperado. Ele entrou naquela luta acreditando que estava cumprindo uma missão. Saiu dela sabendo que tinha sido sacrificado. E agora você, La Sombra, está começando a perceber que todos os homens que coloca entre nós estão desaparecendo. Primeiro vieram outros. Depois veio Bandido. Depois veio El Desesperado. E agora você continua enviando sua facção inteira para tentar criar uma estrada até mim. Mas existe uma coisa que você não percebeu: quanto mais soldados você sacrifica... menos soldados permanecem entre nós.”
Mortis entra na escuridão. A porta permanece aberta e a câmera continua do lado de fora.
“Você está construindo o caminho que vai me levar até você. Você queria uma oportunidade? Você teve. Ela se chamava El Desesperado. Ele falhou. Você queria uma segunda oportunidade? Você teve. Ela se chamou Los Ingobernables. Vocês venceram uma batalha através de números, interferência e circunstâncias. Mas agora vocês estão me dando outra oportunidade. E dessa vez eu não preciso que vocês sejam eliminados um por um. Eu só preciso que continuem fazendo aquilo que fazem melhor: se colocando no meu caminho. Porque enquanto La Sombra continuar esperando nas sombras... eu continuarei caminhando em direção à escuridão. E quando finalmente chegar o momento em que você não tiver mais nenhum peão para sacrificar, não haverá mais ninguém entre nós.”
A câmera se aproxima lentamente da porta. No fundo da escuridão, a silhueta de Mortis aparece novamente.
“Você diz que é La Sombra. Mas sombras só existem quando existe alguma coisa bloqueando a luz. E enquanto este campeonato estiver aqui, enquanto eu continuar carregando este título, enquanto meu reinado continuar sem um fim... você não é a sombra. Você é apenas aquilo que está tentando esconder atrás dela. Então traga Los Ingobernables. Traga quatro. Traga todos. Porque agora o destino deles está nas minhas mãos. E quanto à próxima estipulação da minha luta contra você, La Sombra... você ainda não sabe qual será. Mas deveria começar a ter medo de descobrir. Porque a próxima vez que estivermos frente a frente não será você quem escolherá como essa história termina. Serei eu.”
Mortis dá as costas para a câmera e desaparece novamente pelo corredor. O silêncio permanece por alguns segundos antes de sua voz ecoar pela escuridão.
“E o fim... sempre pertence ao Ceifador.”
Parece que El Hijo del Santo não sabia que até mesmo um Vira-lata pode aprender alguns truques, fico pensando como será que seu pai reagiu quando viu um “Garcia” humilhando seu filho? O melhor de tudo é que foi você que pegou a cadeira porque sabia o desfecho da luta mas seu último ato foi tão falho como qualquer aspecto da sua carreira, eu até poderia ter te acertado com a cadeira mais para que? Você é apenas um palhaço com a boca grande então tudo que fiz foi mostrar isso para o público então pode me agradecer porque agora todos sabem da sua existência, El Lixo Dela Puta.
Sei que essa história não termina nisso até porque você já deve ter ido chorar para seu papai e para Mr. lucha querendo outra luta usando qualquer tipo de desculpa esfarrapada para esconder seu ego ferido e por mais que eu estive disposto a fazer você passar vergonha novamente, tenho um compromisso de extrema importância que merece meu foco total então seu moleque carente aguarde até que tenha tempo para brincar com você.
Meu próximo compromisso é no VERANO DE ESCÁNDALO, mais específicamente numa Lucha de Cuartetos de velhos conhecidos, é ótimo poder novamente lutar ao lado de Sin Alma e Sin esperanza, La Dualidad, muitos podem achar que após a minha derrota no Martinete a nossa relação tivesse sido cortada mas não é esse o caso, continuamos unidos e nada fará essa relação se extinguir porém após eu deixar de ser um “Sin Cara” mudamos a nossa dinâmica, eu tenho meu foco enquanto La Dualidad tem o dele e não podemos ficar nos limitando a depender apenas um do outro, cada um de nós possui seu próprio orgulho que deve ser moldado para chegar no topo dessa empresa e honrar nosso mestre então por mais que estejamos “separados” cada um focado no seu próprio objetivo, haverá ocasiões aonde iremos convergir e juntos triunfaremos, como irá acontecer no VERANO DE ESCÁNDALO.
Mas ainda falta mencionar o último aliado nessa batalha, o atual Campeon Mundial Absoluto Mortis, será a primeira vez que nossos caminhos se cruzam mas eu venho observando suas interações com La Dualidad e creio que estamos na mesma situação, “El enemigo de mi enemigo es mi amigo”, La Sombra é seu atual problema porém junto dele estão o resto dos Los Ingobernables que são problema da La Dualidad então aliança junta o útil ao agradável e todos saem no lucro mesmo que futuro isso possa mudar, hoje eu cuido da sua retaguarda, amigo.
Me reunir com meus antigos companheiros e com o principal lutador da empresa para enfrentar a praga que está corroendo essa empresa desde do primeiro show, Los Ingobernables, bom que tal começarmos pelo elo fraco que foi exposto no último show chamado El Desperado, foi necessário o Sin Esperanza dizer na sua cara algo que todos dentro dessa empresa já sabiam e mesmo assim você cometeu o erro de querer negar essa afirmação indo sozinho lidar com Mortis resultando numa derrota que custou muito para seu grupo, no fim, foi comprovando que tudo que havia sido dito era verdade e o que resta para você no grupo é ser descartável.
Fico me perguntando se o Penta realmente estava ajudando El Desperado quando convenceu o La Sombra a não interferir no combate com Mortis ou viu isso como uma oportunidade perfeita para se livrar dele de vez? Parece um grande saldo lógico más é só raciocinar quem teria que carregar o peso morto do El Desperado na Tag Team divisão da empresa? La Sombra deixou claro o que pensa mas o Penta quis abafar a situação sendo que ele é o que mais tem a ganhar com seu novo parceiro, tô curioso para ver o próximo episódio dessa novela e a pergunta que fica, quem será o novo parceiro do Penta quando ele novamente perde os títulos de Tag Team para La Dualidad.
O único membro que ainda não tive o prazer de agredir é a cópia sem personalidade chamada Sin Perdón, de todos os mierdas que lutam na empresa você é o que mais desprezo, usando uma máscara que nao te pertence e debochando do legado que ela representa, meu sangue ferve cada vez que vejo sua existência na empresa mas tudo tem seu momento e quando ele chegar pode ter certeza que nesse dia vou te mostrar o verdadeiro significado de Sin Piedad.
E por fim temos La Sombra, bom saber que o nosso combate elevou você para o cenário principal da empresa, deixando um pequeno vislumbre do que poderia ter sido caso eu tivesse vencido porém vendo como estou atualmente não lamento ter perdido a máscara naquela noite, aconteceu algo que era inevitável e hoje estou livre para ser eu mesmo, você já superou meu antigo “eu” más não sou o mesmo de antes então tenha mente que hoje você lutará com um novo lutador e nome dele é Angel Garcia.
A.G
O último show não foi apenas uma “vitória” para La Dualidad Sin Rostro, foi o primeiro capítulo da queda permanente dos Los Ingobernables. Talvez alguns ainda enxerguem isso como apenas algo aleatório, mais uma noite em que dois grupos colidiram durante um show e um deles saiu na vantagem, mas eu sei exatamente o que aconteceu, nós sentimos isso, eles sentiram isso, foi o começo de algo que não será interrompido tão cedo.
A Dualidad Sin Rostro nasceu de uma situação que não estava nos nossos planos, é verdade, éramos três e por circunstâncias que não precisam ser discutidas novamente, perdemos um luchador, a partir daquele momento, aquilo que havia sido construído como um trio precisou ser reconstruído como uma dupla. Muitos poderiam enxergar isso como uma fraqueza, como o fim de um projeto que perdeu uma de suas peças, nós enxergamos de outra maneira, se uma peça saiu, nós simplesmente aprendemos a lutar sem ela, porque a essência daquilo que somos nunca dependeu de quantidade, depende de propósito, e foi assim que nasceu a Dualidad Sin Rostro. Dois homens, duas máscaras, uma única vontade. Desde o primeiro momento, nosso objetivo era muito claro: nos tornarmos os maiores Campeones de Parejas que esta empresa já viu, não queríamos apenas conquistar os títulos para colocá-los sobre nossos ombros e tirar algumas fotografias, queríamos transformar esses campeonatos em uma extensão da nossa identidade, queríamos fazer com que qualquer dupla que olhasse para nós soubesse exatamente o que estaria enfrentando,queríamos domínio.
Mas existe uma coisa que acontece quando você atravessa uma guerra, seus objetivos mudam, eles se expandem e durante essa jornada, um novo objetivo surgiu, Los Ingobernables.
Nós já os enfrentamos, já sabemos o estilo deles, já conhecemos suas estratégias, já fomos derrotados por eles e aprendemos com essas derrotas, mas também já mostramos que somos capazes de vencer eles, e agora não existe mais qualquer interesse em simplesmente equilibrar a balança, não queremos apenas mais uma vitória, não queremos apenas provar que podemos derrotá-los novamente, queremos acabar com eles. La Dualidad Sin Rostro nasceu de uma necessidade, cresceu através das dificuldades, se tornou mais forte através das derrotas e agora encontrou um novo propósito, nós vamos conquistar o Campeonato de Parejas, mas antes disso vamos garantir que Los Ingobernables jamais esqueçam os nomes que estarão diante deles.
Sin Alma e Sin Esperanza não são mais os mesmos homens que eles enfrentaram no passado e Los Ingobernables também não serão os mesmos depois de cruzarem nosso caminho novamente, a queda deles começou. Nós apenas estamos aqui para garantir que seja permanente.
Finalmente chegou a oportunidade que estávamos esperando, uma revanche contra Sin Perdón e Penta, por mais que envolva mais pessoas, essa luta para nós se trata de La Dualidad Sin Rostro vs Los Ingobernables, sobre os homens que já tiveram a oportunidade de nos enfrentar e sair daquele ringue acreditando que haviam encontrado uma resposta para nossa dupla, só existe um problema, vocês estão prestes a descobrir que aquela resposta ficou no passado. O que aconteceu antes serviu para nos ensinar, para corrigir nossas falhas e, principalmente, para mostrar exatamente o que precisávamos mudar, agora não existe mais espaço para dúvidas, o Verano de Escándalo será o momento em que Sin Esperanza e eu mostraremos, diante de todos, do que realmente somos feitos.
Não vou fingir que Los Ingobernables não possuem qualidade, mas reconhecer a capacidade de um adversário não significa colocar eles acima de nós, muito pelo contrário, nós acreditamos que somos superiores em todos os aspectos que realmente importam quando a luta começa, técnica, intensidade, inteligência, adaptação e principalmente, a união, e quando duas equipes entram no mesmo ringue desejando a mesma coisa, normalmente vence aquela que está mais unida, talvez seja justamente essa união que Los Ingobernables já não possuam, porque a primeira pista de que uma equipe está começando a ruir não aparece necessariamente no número de derrotas, ela aparece quando os próprios integrantes deixam de acreditar uns nos outros e é impossível ignorar o que está acontecendo ao redor de El Desperado. Quando seus próprios companheiros começam a demonstrar dúvidas sobre sua capacidade de representar o grupo, a estrutura inteira começa a apresentar rachaduras, uma stable pode sobreviver a uma derrota, pode sobreviver a uma sequência ruim, mas quando a confiança desaparece internamente, o fim deixa de ser uma possibilidade e começa a ser apenas uma questão de tempo e nós estaremos lá para acelerar esse processo.
A partir deste momento, a Mucha Lucha entra em uma nova era, depois de tudo que Sin Esperanza e eu atravessamos para chegar até aqui, não existe mais espaço para dúvidas sobre aquilo que estamos destinados a fazer, o tempo de falar sobre possibilidades acabou, o tempo de esperar que alguém reconheça nosso potencial também, agora começa o momento em que vamos transformar aquilo que sempre acreditamos ser verdade em realidade, nós vamos guiar o futuro da divisão de duplas.
Quando Sin Esperanza e eu colocarmos nossos nomes na história da Mucha Lucha, não será como mais uma dupla que passou pela empresa, conquistou algumas vitórias e depois foi esquecida, nós queremos que cada futura dupla olhe para trás e saiba exatamente quem abriu o caminho, queremos que nossos nomes sejam lembrados quando alguém falar sobre excelência, domínio e parceria dentro deste ringue, quando os braços de Sin Alma e Sin Esperanza estiverem erguidos, não estaremos apenas comemorando uma vitória, estaremos colocando a primeira pedra na construção do legado da maior dupla que já passou por este mundo.
La Dualidad Sin Rostro não veio para fazer parte da história, veio para escrever a história.
La Dualidad Sin Rostro
Futuro 2x Campeón de Parejas
Sin Alma
Verano De Escandalo, é o momento, Verano de Escandalo é onde tudo mostrará sua verdadeira face, Verano de Escandalo é onde as coisas começaram a entrar nos eixos. Se na semana passada conseguimos uma grande vantagem frente a vocês Ingobernables, essa semana traremos um novo fracasso para essa stable que envergonha toda a geração da Lucha Libre.
Nesta primeira noite desse PPV maravilhoso, nós da Dualidad Sin Rostro estaremos batalhando junto a um velho amigo, que infelizmente teve sua mascara tomada e que hoje vem sendo utilizada de forma torpe por essa stable de mierda; é bom ver seu principio de sucesso meu amigo Angel Garcia, espero que seus resultados positivos continuem sendo mostrados, por mais que não estejamos mais compartilhando os treinamentos diários, você ainda terá minha torcida, porque sempre será um de nós. Estar ao seu lado no ringue para um motivo tão nobre será uma honra, espero que você também esteja tão empolgado quanto eu para termos um bom, melhor dizendo, um excelente resultado sobre La Sombra e seus “amigos”.
Estaremos juntos também de Mortis, mas esse não precisa de apresentação, já que é o atual campeão da empresa, esse é nosso grande trunfo para logo mais
La Sombra, você de fato é o cérebro dessa stable e dessa patifaria toda, mas até que ponto você realmente está com tudo sob controle? Até que ponto você consegue garantir que Los Ingobernables não sejam apenas um trem desgovernado? Será que você consegue garantir que Sin Perdon esteja dentro de todos os acordos do grupo? Será que El Desperado está satisfeito com tudo que vem acontecendo?
Falando em El Desperado, parece que ele está cada vez mais, entendendo que vocês da Ingobernables não confiam nele e exatamente essa brecha que devemos utilizar para colocar um fim nessa marra de vocês, como se fossem imbatíveis. Fizemos isso anteriormente quando levamos para casa o titulo e faremos isso por mais e mais vezes. Até que tudo que sobre seja ruinas, que todos vocês estejam caídos e completamente sem rumo. El Desperado, traremos para você uma lição sobre seus companheiros de stable nessa noite, vocês estão juntos quando tudo está dando certo, porém na fase ruim? IHHHH, fica esquisito. Vocês são uma Stable que mantem de pé apenas sobre bons resultados diferentemente de nós da La Dualidad, perdemos um de nossos membros, porém ainda assim podemos ser uma pedra no sapato de vocês.
Sin Esperança
(Postando pro Sin Esperanza)
Fim do Prazo!
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